O YouTube divulgou os dados do primeiro relatório trimestral de observância de suas regras, mostrando estatísticas por trás do processo de monitoramento de conteúdo que garante a exclusão de vídeos que violem suas diretrizes, como a publicação de conteúdos sexualmente explícitos ou que tragam discurso de ódio, por exemplo. Curiosamente, os brasileiros estiveram entre os que mais fizeram denúncias de vídeos impróprios.

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O período coberto pelo relatório vai de outubro a dezembro de 2017 e não inclui vídeos excluídos por questões de direitos autorais. A categoria que mais teve denúncias foi a de vídeos sexuais, com 9,1 milhões de queixas. Já conteúdos com discurso de ódio atraíram 4,7 milhões de denúncias. Outras categorias de denúncia que valem destaque são as relacionadas a vídeos enganosos ou contendo spam (7,9 milhões) e violentos ou repulsivos (4 milhões). Conteúdos promovendo terrorismo foram denunciados 490 mil vezes, enquanto aqueles que continham abuso infantil foram apontados por usuários 1,5 milhão de vezes.

O relatório mostra que os brasileiros foram umas das comunidades mais engajadas no processo de reportar conteúdo indevido para o YouTube. Apenas Índia e Estados Unidos denunciaram mais vídeos do que o Brasil.

Outra estatística interessante diz respeito à velocidade de remoção dos conteúdos impróprios da plataforma. Segundo o relatório, 75,9% deles foram deletados antes de conseguir qualquer visualização, em parte pela sinalização automática dos vídeos, que removeu 6,6 milhões de publicações assim que foram publicadas. Conforme contou à BBC, o YouTube acrescentava uma espécie de “marca d’água” de dados em conteúdos excluídos previamente, facilitando a remoção automática de conteúdos que fossem republicados na plataforma.

A criação do relatório vem depois de o YouTube sofrer críticas pela forma como lidou com vídeos publicados por grupos neonazistas e também pela demora na remoção de conteúdos de apologia ao terrorismo. Além disso, o site esteve sob escrutínio pela curadoria problemática de conteúdos no YouTube Kids.

Mostrando dados sobre suas ações, a empresa esperar provar que esforços têm sido feitos para tornar a comunidade do site, criado em 2005, mais saudável.

[YouTube, BBC]