Cabelo cacheado pode ser uma vantagem evolutiva, sugere estudo

O cabelo cacheado parece impedir a passagem do calor, fazendo com que as pessoas suem menos e, consequentemente, percam menos energia
Cabelo cacheado pode ser uma vantagem evolutiva; entenda
Imagem: Cortney White/Unsplash/Reprodução

Pense nos mamíferos. A maior parte deles, como seu cão ou seu gato, possuem o corpo inteiro coberto por pelos. Os humanos, por outro lado, fogem dessa regra. 

Nossos pelos estão espalhados por partes específicas do corpo, incluindo o topo da cabeça. Os cabelos, inclusive, podem ter diferentes curvaturas, desde os fios mais lisos até os mais encaracolados. 

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Estadual de da Pensilvânia, nos EUA, sugere que o cabelo cacheado seja uma vantagem evolutiva, a qual pode ter ajudado os hominídeos do passado a lidarem com as altas temperaturas. 

O estudo ainda não foi revisado por pares ou publicado em revista científica, mas já pode ser encontrado no repositório de acesso livre bioarxiv.

Entenda os testes

Foram utilizados durante os testes um manequim e diversas perucas de cabelo humano. O boneco e suas madeixas eram então colocados dentro de uma câmara climatizada, permitindo a equipe medir quanto calor era absorvido pela cabeça com os diferentes tipos de fios.

Todas as perucas se comportaram de maneira semelhante sob as luzes quentes das lâmpadas. No entanto, os cientistas perceberam que quanto mais cacheado era o cabelo, melhor ele agia mantendo o manequim fresco da radiação acima.

Em resumo, a barreira no topo da cabeça reduz o ganho de calor do Sol e, consequentemente, a necessidade de suar. Os fios mais enrolados parecem fazer com que as pessoas suem menos na região da cabeça, reduzindo a perda de água e energia. 

O experimento reforça à ideia de que o cabelo humano evoluiu para se adaptar a um estilo de vida bípede, especialmente em regiões quentes e áridas onde a água potável era escassa. O cabelo cacheado pode ter permitido aos antigos hominídeos se manter mais tempo em atividades físicas exaustivas sem precisar para se refrescar com o líquido.

Vale reforçar que o estudo não considerou seres humanos em seus testes. Pesquisas futuras devem ser feitas com pessoas ao ar livre para avaliar o comportamento do couro cabeludo no mundo real.

Carolina Fioratti

Carolina Fioratti

Repórter responsável pela cobertura de saúde e ciência, com passagem pela Revista Superinteressante. Entusiasta de temas e pautas sociais, está sempre pronta para novas discussões.

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