Ciência

China divulga vídeo de cão robô armado comandando uma infantaria

Cão robô armado, desenvolvido pela Harbin Institute of Technology, foi exibido em ação durante treinamento militar chinês
Imagem: CCTV/Reprodução

Nesta semana, a China divulgou vídeos de dois modelos de cão robô armado que lideram uma infantaria. Em uma iniciativa que mistura ficção científica com realidade militar, o país dá um salto nas suas capacidades de combates em “guerras modernas” (via CNN).

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As imagens mostram os robôs de quatro patas em formação liderando um grupo de soldados. Inclusive, eles contam com rifles automáticos. Estes modelos estão sendo defendidos pelo governo como uma nova ferramenta para aprimorar a eficácia das forças armadas chinesas. Confira:

 

Além de servirem na linha de frente em conflitos, eles podem assumir funções de combate direto, diminuindo o risco para os soldados humanos. De acordo com o governo chinês, usando IA (Inteligência Artificial), eles poderiam ser utilizados em uma variedade de cenários, desde missões de reconhecimento até operações de ataque.

No entanto, os cães robôs levantam questões éticas. Isso porque especialistas questionam se o uso de inteligência artificial na guerra não pode aumentar o potencial de conflitos armados, criando um ambiente em que as decisões de vida ou morte são delegadas a máquinas.

Além disso, a capacidade da China de desenvolver e implantar rapidamente essas tecnologias levanta preocupações sobre uma possível corrida armamentista global. Confira outro vídeo divulgado pelos chineses:

Cão robô no Brasil

Já no Brasil, o país está adotando um modelo parecido com o chinês, mas com fins mais pacíficos. No ano passado, a Usina Hidroelétrica Binacional de Itaipu, por meio da PTI (Parque Tecnológico Itaipu) revelou que a começar a usar um robô da Boston Dynamics, com aparência similar a de um cachorro.

A usina pretende usar as duas unidades do cão robô na “inspeção de infraestruturas críticas em ambientes perigosos”, ou seja, locais de difícil acesso ou potencialmente perigosos para humanos.

O cão robô é equipado com câmeras, microfones e sensores, como os de temperatura e infravermelho. Dessa forma, com a ajuda de quatro patas sintéticas e mecanismos que imitam músculos e esqueletos, o robô tem estabilidade e agilidade, especialmente em terrenos irregulares. O Spot carrega até 14 kg e ajusta sua rota ao encontrar obstáculos ou se desequilibrar.

Assim, um operador vai controlar o Spot usando um tablet, e o cão-robô transmite informações por uma rede 5G. Por isso, para receber as duas unidades do cão-robô, o PTI vai inaugurar uma rede privativa 5G para permitir os testes. Neste post, o Giz Brasil explica melhor sobre a iniciativa.

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Gabriel Andrade

Gabriel Andrade

Jornalista que cobre ciência, economia e tudo mais. Já passou por veículos como Poder360, Carta Capital e Yahoo.

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