Pesquisadores da Universidade de Hong Kong fizeram primeira imagem da variante ômicron obtida por microscópio eletrônico. Ela veio à publico nesta quarta-feira (8), e é de autoria dos cientistas John Nicholls, Malik Peiris e Tam Wah-Ching.

A foto foi tirada a partir da ampliação de uma célula de rim de macaco infectada pelo Sars-CoV-2. À esquerda, é possível enxergar uma série de pequenas bolhas, que nada mais são do que vesículas inchadas contendo partículas virais (representadas pela cor preta).

Na imagem à direita, como você acima, há a célula ampliada. Dentro do quadrado rosa, estão as partículas virais, que mostram, inclusive, a proteína spike do vírus. São esses os espinhos utilizados pelo coronavírus para entrar na célula e permitir sua replicação.

Variante ômicron

A variante ômicron foi identificada pela primeira vez na África do Sul em novembro deste ano. Ela é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como variante de preocupação, ou seja, possui mutações suficientes para se tornar mais transmissível ou escapar de vacinas. Por enquanto, a ômicron segue sendo estudada por cientistas.

Desde que foi anunciada, foi observado um crescimento exponencial nos casos de Covid-19 no país africano, que parece estar relacionado à variante. Até o momento, mais de 55 países já registraram infecções causadas pela ômicron, incluindo o Brasil. 

A variante, assim como a Delta, parece ser mais transmissível, mas não apresentou indícios de ser mais letal ou causar sintomas graves. As principais farmacêuticas já estão trabalhando em uma adaptação de suas vacinas para barrar a nova variante.