Hackers ganham prêmio por invadir satélite da Força Aérea dos EUA

Time de hackers conseguiu invadir o sistema e criar uma conexão de dados com o satélite. Eles levaram US$ 50 mil pelo feito
Hackers ganham prêmio por invadir satélite da Força Aérea dos EUA
Imagem: Sarah McNulty/Space Systems Command

No último domingo (13), um grupo de hackers conseguiu invadir um satélite da Força Aérea dos EUA e levaram para casa um prêmio de US$ 50 mil por expor as vulnerabilidades. 

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O time de hackers italianos — autointitulado mHACKeroni — foi o vencedor do “Hack-A-Sat”, uma competição anual organizada pela Força Espacial dos EUA. A competição ocorre durante a DEF CON, a conferência internacional da comunidade hacker.

De acordo com o Space, o governo norte-americano criou a competição para ajudar a encontrar falhas nas defesas cibernéticas dos EUA. Isso claro, antes que rivais, como Rússia e China, possam explorá-las. 

No evento deste ano, os hackers, pela primeira vez, tiveram a missão de invadir um satélite real no espaço. O satélite em questão é o US Air Force Moonlighter, que a NASA e a SpaceX lançaram especificamente para o evento. 

Dentre os mais de 700 inscritos, cinco times foram selecionados para estrategicamente invadir o satélite que se move rapidamente ao redor da Terra.

Desse modo, o time vencedor precisou invadir o sistema e criar uma conexão de dados com o satélite e, ao mesmo tempo, impedir que os outros times invadissem o satélite.

O time de hackers italianos venceram os poloneses do time “Poland Can Into Space”. Os hackers poloneses invadiram outro satélite da Força Áerea norte-americana no ano passado, mas em ambiente de simulação. 

Ataque hackers em satélites preocupam os EUA

Os organizadores realizaram essas competições para evitar que hackers possam invadir satélites em cenários reais, pois causariam grandes problemas geopolíticos. 

Um exemplo recente disso aconteceu em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu satélites da empresa americana Viasat poucas horas antes de enviar tropas à Ucrânia. A invasão resultou em uma perda significativa de comunicação durante os primeiros dias da invasão ao território ucraniano. 

Além disso, de acordo com os documentos vazados pelo oficial norte-americano, a China desenvolve uma tecnologia para assumir o controle e “explorar ou sequestrar” satélites inimigos como parte de um “cenário de guerra”. 

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