Finalmente, a Motorola anunciou nesta quinta-feira (6) o preço do seu smartphone dobrável, o Moto Razr, que é uma espécie de sucessor espiritual do saudoso V3. O novo aparelho, que está disponível para pré-venda em lojas próprias e nas operadoras, tem preço sugerido de R$ 8.999 (a título de comparação, ele custa US$ 1.500 nos EUA). O smartphone deve chegar às mãos dos consumidores em 25 de fevereiro.

O smartphone tem tela de 6,2 polegadas ultralarga com resolução de 2142 x 876 pixels. E é ultralarga mesmo, a proporção é 21:9 – a mesma utilizada em telas de cinema. Para quem está se acostumando com o 18:9 que passou a ser adotado nos celulares quase sem bordas, é meio doido ver um aparelho tão comprido. O Razr tem um entalhe bem discreto.

Moto Razr abertoCrédito: Alessandro Feitosa Jr/Gizmodo Brasil

Como no V3, há uma telinha externa touch de 2,7 polegadas com resolução de 800 x 600 pixels que é utilizada quando ele está fechado. Serve para ver as horas, trocar a música, checar as notificações, responder mensagens e e-mails usando o modo ditado e usar o Google Assistente. Ah, é uma boa também para tirar selfies, já que dá para tirar proveito da câmera traseira de 16 megapixels (a câmera interna tem só 5 megapixels).

Alguns aplicativos, como e-mail, tem a chamada transição inteligente, que ao abrir a tela já abre no app que você estava vendo na telinha.

O aparelho tem um mecanismo diferente de outros smartphones dobráveis como o Samsung Galaxy Fold ou o Huawei Mate X. Como dissemos em novembro, quando tivemos a chance de mexer no aparelho, a dobradiça da Motorola não deixa espaço entre as duas metades da tela que, segundo a marca, evita os vincos dos visores desse tipo. É uma engenharia difícil de explicar, mas é como se a tela deslizasse e se acumulasse dentro desse espaço.

Dobradiça do Moto RazrCrédito: Alessandro Feitosa Jr/Gizmodo Brasil

Suscitando um sentimento de nostalgia, o software do smartphone tem uma surpresa: um modo que imita a interface de usuário do Motorola V3, com teclado alfanumérico, navegação com as setas, menus das antigas e tudo mais.

O Moto Razr roda o Android 9 Pie com aquela camada de personalização bem leve da marca, sem abusar das funcionalidades e aplicativos extras inúteis. Características como chacoalhar para acender a lanterna e girar para ativar a câmera marcam presença.

Apesar do visual e projeto luxuoso, as partes internas do Razr não impressionam tanto – pelo menos em dois dos números. O processador é um Snapdragon 710, que é capaz de entregar um bom desempenho, mas não é o topo de linha da Qualcomm. Essa opção, inclusive, está relacionada a outra especificação decepcionante: a bateria de 2.510 mAh. A Motorola optou por um chipset menos “gastão”. Os 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento fecham os números.