Após o anúncio do comprometimento em diminuir a quantidade de conteúdo político que exibe na timeline, o Facebook já iniciou o processo de modificação do seu algoritmo, com testes nos feeds de países como Brasil, Canadá e Indonésia, com expansão para os Estados Unidos na próxima semana.

A redução será temporária e para uma pequena porcentagem. “Durante esses testes iniciais, exploraremos uma variedade de maneiras de classificar o conteúdo político nos feeds das pessoas usando diferentes sinais e, em seguida, decidiremos as abordagens que usaremos no futuro”, diz Aastha Guopta, diretora de gerenciamento de produto do Facebook. Entretanto, informações oficiais sobre a Covid-19 e de agências do governo continuarão sem ser afetadas.

O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, já havia indicado, em conferência de acionistas realizada no final de janeiro, que as mudanças seriam feitas por conta das inúmeras denúncias e reclamações feitas pelos usuários. “Um dos principais comentários que estamos ouvindo de nossa comunidade no momento é que as pessoas não querem que brigas por conta de política dominem sua experiência em nossos serviços”.

Contudo, a rede social foi uma das principais plataformas para engajamento político, especialmente após os casos da Cambridge Analytica nas eleições de Donald Trump.

De acordo com o Facebook, o conteúdo político equivale apenas a 6% do total que é visto na plataforma. Ainda assim, causa tanta animosidade que sete das 10 páginas com mais interação nos EUA, eram sobre política, incluindo as do ex-presidente Donald J. Trump e dos sites Fox News, Breitbart e Occupy Democrats.

Ainda não está totalmente clara a atuação do algoritmo e de que forma a sua funcionalidade vai afetar o feed dos pessoas. Mesmo assim, Lauren Svensson, porta-voz do Facebook, disse que a empresa continuará “refinando esse modelo durante o período de teste para identificar melhor o conteúdo político e podemos ou não acabar usando esse método por um longo prazo”.

[The New York Times]