Se você gosta de casas grandes, cheias de correntes de ar e associadas a lendas sobre vampiros, esta é a sua chance de dar um lance pelo Castelo de Bran. Os proprietários insistem que, tecnicamente, o castelo não está à venda, mas eles dizem estar abertos às ofertas das “pessoas certas”. Mas os compradores devem tomar cuidado: esse não é o único castelo que dizem ter sido de Drácula.

A confusão vem do fato de que, dã, o Conde Drácula é um personagem de ficção. Bram Stoker nunca esteve no Castelo de Bran — na verdade, ele nunca visitou a Romênia enquanto estava escrevendo seu livro. Mas como Drácula acabou chegando ao cânone da cultura pop, as pessoas deram uma olhada em volta e decidiram que esse castelo em particular, em cima de um morro remoto entre a Transilvânia e a Valáquia, era excelente para se tornar um local lendário e manter as tradições.

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Mas também há alguma conexão histórica, ou a coisa não teria graça nenhuma, certo? Stoker pegou emprestado o nome Dracula da família de Vlad, o Empalador, um nobre do século XV com uma grande reputação de crueldade (algo que você espera de uma pessoa que tem o apelido de “O Empalador”). Certa vez, Vlad esteve preso por dois meses no Castelo de Bran. Pelo mesmo motivo, o Castelo de Corvin (onde ele também esteve preso) e o Castelo de Poenari (onde ele morou) também são conhecidos como castelos de Drácula.

Mas o castelo de Bran é o que está melhor preservado e além disso é uma atração turística. Hoje, ele hospeda um museu e seus visitantes são fisgados com toda essa história da lenda de Drácula. Colocando a ficção de lado por um momento, o castelo tem uma longa história real, tendo passado das mãos dos cavaleiros teutônicos para a realeza romena.

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Os donos atuais ofereceram o castelo de Bran para o governo romeno por oitenta milhões de dólares, de acordo com o Telegraph. É um belo montante de dinheiro por um edifício que nem tem encanamento, mas é assim que os castelos devem ser, certo? [The Telegraph, Washington Post]