Desde que a Opera Software foi criada em 1995, ela atua como uma empresa independente enfrentando gigantes como Microsoft e Google. No entanto, ela está pensando em mudar de estratégia.

Segundo a Reuters, a criadora do navegador Opera está considerando se colocar à venda, ou fazer algum tipo de parceria para se manter. Em comunicado, a empresa diz que “começou um processo para avaliar e considerar alternativas estratégicas… a análise deve acabar no segundo semestre de 2015”.

A Opera acumulou prejuízo líquido de US$ 58 milhões no ano passado. E este ano, de janeiro a março, ela teve mais prejuízo – desta vez de US$ 26,2 milhões.

De acordo com o StatCounter, o Opera tem 1,93% dos usuários de navegador no desktop, e 10,24% em celulares e tablets. Com isso, a empresa consegue faturar alguns milhões: ela recebe dinheiro por embutir a busca do Google e links para a Amazon e outros parceiros.

A Opera também faz parcerias com operadoras de celular, oferecendo o Opera Mini (que consome menos dados); um software que comprime vídeo em torres congestionadas; e até uma loja de aplicativos. Aliás, a Opera Mobile Store é a loja padrão em celulares simples da Nokia, dispositivos Symbian e smartphones Nokia X, graças a uma parceria com a Microsoft.

No entanto, a maior parte do dinheiro não vem dos usuários: 67% da receita vêm da Opera Mediaworks, uma plataforma de anúncios mobile que atende clientes como Samsung, Microsoft, Fox e Nintendo. Só que essa área de publicidade móvel não está indo tão bem – daí os prejuízos.

E agora? É difícil dizer. Quem sabe a empresa passe por uma reestruturação e demita funcionários – ela fechou o ano passado com 1.458 empregados.

Enquanto isso, a Opera vem reforçando as áreas que não dependem de seu navegador. Este mês, ela adquiriu a empresa brasileira Bemobi por US$ 139,5 milhões, que oferece acesso a apps mediante uma assinatura semanal.

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Foto por andreas/Flickr