Nos pontos de venda, as TVs estão sempre bonitas, exibindo fotos ou vídeos para mostrar contraste, controle de cores e outras dessas coisas. Nesta terça-feira (19), em um evento para jornalistas, para mostrar na prática a diferença entre os televisores e suas diferentes tecnologias, a LG simplesmente abriu TVs LED, QLED, NanoCell e OLED.

Antes de continuar com este assunto, é importante ressaltar que a companhia aposta bastante em seus painéis OLED. A empresa diz que OLED é o estágio mais recente da evolução das telas — se você perguntar isso para outras marcas, sobretudo uma outra sul-coreana, ela deve argumentar que é outro tipo de tecnologia.

Vale ressaltar que basicamente temos dois tipos de painéis de TV. Aparelhos com tela retroiluminada, presente nos modelos LCD e LED, e aparelhos em que os pixels têm iluminação própria, com a tecnologia OLED.

A primeira TV mostrada “por dentro” pela LG foi um modelo 4K LED da empresa. Internamente, ela contava com algumas camadas finas de filtros de luz e refração, além de um painel com uma série de fontes de luz. Por sempre ter uma luz por trás, dificilmente esse tipo de modelo consegue um nível de preto mais escuro. Isso quer dizer que as imagens dela são ruins? Não. Só tem menos detalhes.

Painel de TV Led da LGCada um desses pontos são fontes de iluminação

Na sequência, foi aberta uma TV QLED de pontos quânticos. Então, havia as camadas de filtros de praxe e mais fontes de luz ainda, o que acaba conferindo um melhor controle da iluminação de fundo, permitindo, por exemplo, imagens mais nítidas e com contraste maior.

TV QLED por dentroNessa QLED tem muito mais pontos de iluminação

A terceira TV exibida por dentro era uma NanoCell, que é a aposta da LG para concorrer com as QLEDs. A tecnologia consiste em células super pequenas arranjadas no painel da TV para absorver comprimentos de onda adicionais de luz. Ela ainda traz como característica um sistema de iluminação por zonas em vez de colunas.

TV LG NanoCell por dentroEssas “folhas” na mesa são camadas de filtros presentes nos televisores

Por fim, foi aberta ao vivo uma TV OLED da LG. Então, a diferença é que ela não tem camadas ou luz usada na retroiluminação de pontos. Então, com isso, segundo a LG, a tecnologia acaba tendo níveis mais escuros de preto. Se você tiver curiosidade, Pedro Valery, responsável por TVs da LG do Brasil, mostra um pouco como é o processo de destruição da TV:

De modo geral, a TV OLED tem resultados bem interessantes de nível de contraste e de cor. A questão para o usuário comum, no entanto, deve ser o preço. Digo isso pois os modelos OLED costumam ser mais caros, e algumas podem sofrer de burn-in — uma imagem emitida por muito tempo pode deixar um “vulto” na tela. Algumas marcas, inclusive, oferecem garantia contra este tipo de efeito.

Da esquerda para a direita: TV LED (note os pontos de luz espalhados na tela), TV NanoCell (note que só há iluminação em volta do peixe) e OLED (não existe luz de fundo)

O usuário médio deve ficar de olho mesmo nas TVs LED do mercado, pois a maioria já tem resolução 4K (que é a resolução máxima do conteúdo disponível por aí, inclusive em algumas plataformas de streaming e em consoles), são conectadas e não são tão caras. Agora, se você tiver grana de sobra, talvez valha dar uma olhadela em modelos OLED, pois são super finas. Mas vá com calma, pois você não deve achar nada mais barato que R$ 5 mil.