O mercado de TV pode parecer complexo para algumas pessoas, pois as empresas contam com tecnologias próprias, dificultando a comparação entre diferentes modelos. Pensando nisso (ou não), a LG apresentou sua nova linha de TVs NanoCell nesta segunda-feira (29), durante a Eletrolar, feira de eletroeletrônicos realizada anualmente em São Paulo.

Sem muita enrolação, esta tecnologia da LG vem justamente para concorrer com a linha de TVs Qled, capitaneada pela Samsung, mas também presente em aparelhos TCL. Então, estamos falando aqui de TVs LED 4K com pontos minúsculos presentes no painel e que permitem um controle de iluminação mais preciso

A LG diz que suas TVs NanoCells contam com nanocristais de 1 nm e que isso é um diferencial comparado com os Quantum Dots, da Samsung, cujos pontos variam entre 2 e 10 nanômetros, apresentando uma melhor definição de cores e níveis superiores de contraste.

Agora, para as duas competidoras sul-coreanas terem um line-up igual, só falta a Samsung ter alguma TV OLED, o que, imagino, não deve ocorrer, pois a marca aposta forte em sua linha de Qleds.

Mas voltando às NanoCell, a LG promete um sistema de iluminação do painel melhor chamado de full array local diming. Então, em vez de ter um controle por colunas, ele faz isso por zonas. No fundo, isso quer dizer que em uma cena escura em que há um ponto iluminado, como a Lua, você não verá a iluminação do painel vazando pelo item. Se ficou complicado, este vídeo aqui explica melhor:

Outros dois itens de destaque dessas TVs são o design e o processamento de imagem. Sobre o primeiro, a empresa sul-coreana aposta em modelos discretos praticamente sem borda. Já quanto o segundo, tem relação com o novo processador Alpha 7 de 2ª geração.

Como tem ocorrido com TVs topo de linha, o processamento de imagem também está presente nelas, então esses processadores, treinados com tecnologia deep learning, ajudam a melhorar detalhes e nitidez de imagens, além de reduzir ruídos, caso a recepção do sinal não seja tão boa.

O processador também exerce influência no som. A LG diz que ele consegue fazer com que uma saída de som estéreo simule o áudio de 5.1 canais que, na prática, torna a experiência mais imersiva. A esperteza da TV também fica no controle de brilho. Como nos smartphones, um sensor da TV detecta a luz ambiente, ajustando os detalhes da imagem conforme o local para que não haja perda de detalhes das imagens.

TVs NanoCell

Por fim e não menos importante, essas nova linha de TVs da LG é compatível com Google Assistente e Amazon Alexa (sim, você poderá dar ordens à sua TV por meio de comandos de voz, além de poder consultar uma série de informações). A única questão é que a empresa diz que as assistentes estarão disponíveis a partir do 2º semestre de 2019, portanto dá a entender que será em breve — o Google Assistente já está disponível em dispositivos Android TV, então deve ser uma questão de atualização. Já a opção da Amazon deve chegar em breve por aqui também, dado que a empresa tem feito testes em português brasileiro já há um tempo.

Como anunciado no início do ano, as TVs da LG também contam com suporte à AirPlay 2, da Apple. Logo, se você tem um iPhone ou um iPad conseguirá facilmente transmitir conteúdos para sua TV. Além disso, modelos são compatíveis com HomeKit, o protocolo da Apple para internet das coisas, o que possibilita controlar itens com a tecnologia.

Como já falei, a vida de quem tenta comprar TVs deve ser facilitada com a nova opção da LG. Fica difícil dizer no rápido contato que tivemos com os aparelhos se eles são melhores que as TVs QLED, da Samsung. De qualquer jeito, as opções estão meio par a par em questão de preço.

Ao todo são três linhas de NanoCell: a topo de linha SM90 (com opções de 55’’, 65’’ e 86’’), a linha SM86 (55” e 65”), a SM81 (55” e 65”) e a SM80 (49”). A LG não deu detalhes de preços para cada uma das variações. No entanto, a variação de preço delas vai de R$ 6.499 e R$ 29.999.