O tempo está ficando morno na Antártica. O Serviço Meteorológico Nacional da Argentina anunciou no Twitter que sua estação meteorológica Esperanza registrou um novo recorde de temperatura máxima no continente: 18,3°C.

O recorde anterior de temperatura para a Antártica tinha sido estabelecido em 24 de março de 2015, quando esta mesma estação meteorológica registrou 17,5°C perto da ponta norte da Península Antártica, a região mais próxima da América do Sul.

A Antártica pode ser uma das zonas mais frias da Terra, mas também é um dos locais de aquecimento mais rápido: a Organização Meteorológica Mundial relata que a península aqueceu quase 3°C no último meio século.

Todo esse calor está elevando o nível do mar em todo o mundo, à medida que as geleiras e as camadas de gelo derretem e são incorporadas ao oceano.

O pólo norte do Ártico não está se saindo muito melhor, pois o aquecimento global também está levando ao derretimento das porções congeladas dos mares, o que está acelerando ainda mais as mudanças climáticas, porque os oceanos dependem dessas superfícies brancas para refletir a luz solar. Em vez disso, o oceano está absorvendo cada vez mais calor, o que é uma grande ameaça para a fauna marinha.

Ambos os pólos estão sofrendo — e é tudo culpa nossa. Ou melhor, a culpa é de cerca de 100 empresas de combustíveis fósseis que impulsionaram grande parte do aquecimento do planeta e negaram as mudanças climáticas até mesmo durante o século 21, apesar de saberem muito bem que elas eram e continuam sendo reais.

Todas essas emissões estão colocando a Antártica em uma situação difícil. Esta região é o lar de pinguins maravilhosos, sem mencionar geleiras em ruínas que têm o potencial de inundar regiões costeiras. Estamos perdendo lentamente esse gelo. E se tudo derreter, nossos oceanos devem subir cerca de 60 metros. Prevenir esse futuro assustador exigirá uma redução drástica nas emissões de gases de efeito estufa das empresas de combustíveis fósseis que criaram essa bagunça.