A Samsung acaba de anunciar que iniciou a produção de chips de 3 nanômetros (nm) a partir de um novo processo de fabricação, que é mais eficiente do que nos chips de 5 nm.

Segundo apontou o site The Verge, o anúncio demonstra os esforços da sul-coreana para competir com a taiwanesa TSMC, que domina o mercado de produção de chips. O início dessa produção é considerado uma vitória para a Samsung, uma vez que a TSMC começará a fabricar os chips de 3 nm apenas na segunda metade deste ano.

Por outro lado, como a Bloomberg ressalta, a Samsung ainda precisa provar que o seu processo de 3 nm tem uma boa relação custo-benefício, antes de ameaçar a liderança da TSMC.

Segundo explica a Samsung, a nova arquitetura é batizada “Gate-All-Around” (GAA), e promete melhorar “a eficiência de energia reduzindo o nível de tensão de alimentação, ao mesmo tempo em que aprimora o desempenho aumentando a capacidade de corrente do inversor”.

A corrida da Samsung pelo chip de 3nm

A disputa para desenvolver processos que permitam fabricar chips em escalas nanométricas se deve ao fato que as fabricantes podem incluir mais componentes em uma superfície de área cada vez menor. Isso aumenta o desempenho dos chips, além de torná-los mais econômicos e eficientes, executando tarefas com menos energia e mais velocidade.

O novo processo de 3 nm da Samsung, por exemplo, reduz o consumo de energia em 45%, melhora o desempenho em 23%, e reduz a área em 16%, quando comparado com o chip de 5nm. A ideia é que, no futuro, o processo de 3 nm de segunda geração deverá reduzir o consumo de energia em 50%, melhorar o desempenho em 30% e reduzir a área em 35%.

A Samsung afirma que o chip será utilizado em “aplicativos de computação de alto desempenho e baixo consumo de energia”, mas também é previsto que ele chegue a dispositivos móveis.

A fabricação dos chips de 3 nm será feita na Coréia do Sul. Entretanto, a produção poderá ser expandida para uma fábrica nos Estados Unidos, mas não antes de 2024. Além da forte competitividade, vale lembrar que as empresas do setor ainda enfrentam dificuldades por conta da escassez global de semicondutores.