Um sistema de passaporte digital para pessoas vacinadas foi desenvolvido e já está funcionando em sete países da União Europeia. Alemanha, Bulgária, Croácia, Grécia, Polônia e República Tcheca aderiram ao chamado ”certificado digital verde”, que mostra quando alguém tomou a vacina a Covid-19, foi contaminado mas se recuperou do vírus ou testou negativo nas últimas 72 horas.

Dessa forma, os passageiros que provarem que se enquadram em um dos três critérios não precisarão ficar de quarentena ou ser testados para coronavírus ao desembarcarem nos países.

Simples, rápido e prático. O certificado pode ser utilizado tanto num smartphone quanto impresso no papel e posteriormente. O que mais preocupa alguns especialistas, entretanto, são os dados coletados. Eles estão temerosos sobre onde e como serão armazenados os dados e para que serão utilizados. Embora a comissão diga que não ficarão armazenados em nenhum lugar por questão de privacidade.

De acordo com a MIT Technology Review, o certificado digital funciona da mesma forma que os registros internacionais de vacina, exigidos por vários países como prova de imunização de doenças, como a febre amarela, por exemplo.

Outro fator a ser considerado é que o certificado pode facilitar a entrada em shows, eventos esportivos e acesso a restaurantes.

Israel foi um dos primeiros países a lançar um passaporte de vacina. Com o sistema de passe verde, eles permitiam esses benefícios às pessoas. Contudo, com a campanha de vacinação bem sucedida no país, eles descartaram esta semana o passe, e já se planejam para receber visitas de todo mundo.

Embora animadora, a ideia parece improvável para algumas viagens nos Estados Unidos. Alguns estados, como Alabama, Arizona, Flórida e Geórgia, proibiram o certificado digital. O primeiro passaporte norte-americano, Excelsior Pass de Nova York, foi baixado mais de um milhão de vezes. Entretanto, isso representa apenas uma pequena fatia das 9 milhões de pessoas que foram vacinadas.

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Ainda que os EUA sejam resistentes à ideia, a União Europeia projeta que o certificado poderia ajudar a abrir caminho para viagens globais pós-pandemia. O grupo está em negociações com os EUA sobre como verificar o status de vacinação dos visitantes americanos ainda neste verão.

[MIT Technology Review]