O Snapchat pode ter visto sua popularidade ser engolida pela concorrência, mas isso não quer dizer que o aplicativo desistiu. Prova disso é o lançamento do Spotlight, uma função dentro do próprio app para assistir vídeos seguidos na vertical. Se soa familiar, é porque é exatamente isso que você está pensando: o recurso é um clone do feed do TikTok, que já tinha sido copiado pelo Reels do Instagram.

De acordo com o Snapchat, a aba Spotlight usará algoritmos para classificar o que será exibido aos usuários, combinando fatores como quantas pessoas curtiram um determinado Snap, quanto tempo elas passaram assistindo, se foi adicionado como favorito ou compartilhado com os amigos. A ideia é que a timeline fique mais esperta com o tempo e mostre conteúdos personalizados que sejam do seu interesse.

Contas públicas e privadas poderão ter vídeos compartilhados no Spotlight — uma vantagem sobre o TikTok, que só permite que usuários com perfis públicos sejam inclusos no feed do app. O Snapchat afirma que todos os Snaps que aparecem na nova aba terão de seguir as diretrizes de comunidade do aplicativo que, entre outras características, proíbe a disseminação de informações falsas e teorias da conspiração, discurso de ódio, bullying, assédio, violência e outros posts que remetam a assuntos tóxicos.

É possível postar clipes com mais de 60 segundos de duração, porém o aplicativo não permite subir vídeos já existentes na sua galeria. Ou seja, você é obrigado a gravar e editar tudo direto no Snapchat.

Para estimular a criação de vídeos no Spotlight, a companhia diz que, até o final de 2020, vai dividir US$ 1 milhão por dia entre os virais mais populares da plataforma. Outra restrição é que os Snaps do Spotlight são compatíveis apenas com músicas do catálogo próprio do Snapchat.

Talvez você se pergunte: mas quem ainda utiliza o Snapchat? Em alguns países, o aplicativo ainda é muito utilizado por adolescentes. A grande questão é essa: comparado ao Instagram e TikTok, a grande maioria dos usuários é muito jovem, e a ferramenta tem lutado para quebrar essa barreira e atingir outras idades. Soma-se a isso o fato de que os conteúdos do Spotlight ainda estão restritos a ele, o que pode ser um entrave para usuários de outros serviços adotarem a nova função.

No momento, o Spotlight está liberado para iOS e Android nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Irlanda, Noruega, Suécia, Dinamarca, Alemanha e França. Mais países devem receber a atualização nas próximas semanas.

[TechCrunch]