A Udacity, empresa de cursos a distância, decidiu encolher sua operação e o escritório brasileiro será um dos mais afetados. De acordo com uma reportagem do Venture Beat, a companhia anunciou a demissão de 125 funcionários – mais da metade delas aconteceriam no escritório em São Paulo, que fecharia as suas portas. O restante seria em departamentos dos Estados Unidos relacionados à criação de novos cursos. Os desligamentos acontecerão gradualmente nos próximos meses.

Em um comunicado enviado ao Gizmodo Brasil, a empresa disse que 33 pessoas foram desligadas do escritório em São Paulo e que “nada mudaria para os estudantes”. Segundo a Udacity, são cerca de 10 mil alunos ativos no País. Acontece que, nesse mesmo comunicado, a companhia afirma que “os cursos oferecidos em português serão comercializados até o dia 31 de dezembro de 2018”.

Questionamos se a tendência é a empresa deixar de ter um escritório no Brasil no início do ano que vem e se alunos brasileiros interessados em novos cursos terão algum tipo de suporte, mesmo com as aulas em inglês. A assessoria da Udacity nos disse que a companhia “ainda não tem essa definição”.

Relatos de ex-funcionários confirmam a tese de que a Udacity encerrará suas operações nacionais. Ainda não está claro se os cursos serão comercializados em dólar.

Em um e-mail enviado ao Venture Beat, um porta-voz da Udacity disse que a empresa está “no caminho certo para terminar o ano com um crescimento de 25% na receita”. Essa não é a primeira leva de demissões na empresa, apesar de ser a maior. Em agosto, a companhia demitiu 5% de seus – cerca de 25 pessoas em escritórios na Alemanha.

A expansão da companhia começou em 2015, após atingir avaliação de US$ 1 bilhão depois de uma rodada de investimentos que injetou US$ 105 milhões na empresa.

A Udacity oferece cursos à distância e uma das características atrai alunos são os cursos desenvolvidos em parceria com grandes empresas, incluindo Google, Facebook, Amazon, IBM, Mercedes Benz e Starbucks. Alguns dos cursos chamados “nanodegree” (nanograduações, em tradução livre) lançados no ano passado ofereciam treinamentos para que pessoas começassem a trabalhar com blockchain e até mesmo carros voadores.