A União Europeia já mostrou que não confia muito na boa vontade de empresas de tecnologia. Tanto é que neste ano aprovou a GDPR, uma lei de proteção de dados, que, inclusive, influenciou o Brasil a ter sua própria legislação sobre o assunto.

O bloco europeu parece ter planos ainda mais restritos para as companhias, segundo informações do Financial Times. O jornal britânico informa que os políticos da região estão elaborando uma lei que force sites e redes sociais a apagarem materiais quando autoridades sinalizarem que este conteúdo é terrorista.



Como uma nova legislação europeia de direitos autorais pode arruinar a internet como a conhecemos

A legislação ainda está sendo elaborada. Além da existência de um rascunho para uma lei sobre o assunto, um fonte disse ao jornal que a ideia é que os sites e redes sociais apaguem tais conteúdos em até uma hora após serem notificados

De acordo com Julian King, comissário de segurança da União Europeia, a razão para uma lei sobre o assunto é que o bloco considera que “não tem havido muito progresso” nesse sentido. Para ele, os europeus não podem “relaxar ou serem complacentes” ao lidar com extremismo.

Um rascunho da lei deve ser publicado no próximo mês. O assunto só vai ser avaliado pelos eurodeputados depois de uma proposta completa se tornar pública. Depois, caso for aprovada, deve levar ainda mais um tempo para se tornar efetiva.

As grandes plataformas costumam remover conteúdos extremistas ou ligados ao terrorismo com a ajuda de inteligência artificial. O YouTube, por exemplo, diz que consegue, muitas vezes, detectar esse tipo de conteúdo bem antes que as autoridades. O problema, como ressalta o Engadget, são sites pequenos. Diferentes das grandes plataformas que usam tecnologias avançadas e podem contratar moderadores, esse processo de apagar conteúdo em até uma hora pode ser difícil de ser cumprido por plataformas de pequeno porte.

[FT via Engadget]

Imagem do topo: Sede da União Europeia. Crédito: robynmack96/Flickr/CC