O Vivaldi é um navegador criado por Jon von Tetzchner, cofundador e ex-CEO da Opera Software, com vários recursos avançados embutidos. Ele foi lançado em preview há cerca de um ano, e chegou hoje à sua primeira versão final.

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Com o Vivaldi, você pode agrupar abas arrastando uma por cima da outra; pode digitar comandos pressionando F2 e usando uma caixa de comando; e até aplicar filtros nas páginas – tornando-as embaçadas para que ninguém veja seu conteúdo, por exemplo. Ele tem até suporte às extensões do Chrome!

O navegador surgiu depois que a Opera desistiu de manter sua engine independente, adotando o Blink (do Google) e removendo várias funcionalidades. A ideia do Vivaldi é trazê-las de volta com algumas novidades.

Vamos dar uma olhada de perto:

– empilhamento de abas: arraste e solte uma aba por cima da outra, e elas ficam agrupadas, o que pode ser útil caso você tenha muitas páginas abertas.

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– abas visuais: passe o mouse por cima da aba e você verá uma prévia da página ou grupo de páginas. Você também pode redimensionar o tamanho das abas para sempre ver essa prévia.

Vale notar que elas mudam de cor dependendo do site: ela fica azul com o Facebook, por exemplo, e preta com o Gizmodo Brasil.

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– abas lado a lado: você pode exibir várias abas ao mesmo tempo, como se fossem múltiplas áreas de trabalho. É possível organizá-las na vertical, na horizontal, ou em grade (meu modo preferido). Basta selecioná-las e clicar em “Exibição lado a lado” no canto inferior direito. Isso também funciona com abas empilhadas.

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– voltar e avançar rapidamente: se você estiver procurando algo no Google, ou se estiver na lista de posts em um blog, é possível ir para a página seguinte de resultados clicando no botão “Avançar rapidamente”. E se você quiser retornar à primeira página do Google ou do blog, também existe o botão “Retroceder”.

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– extensões: como o Vivaldi tem a mesma base do Chrome, ele é compatível com as extensões para o navegador do Google – basta ir até a Chrome Store e instalar. Os botões das extensões aparecem ao lado da barra de endereços.

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– comandos rápidos: pressione F2 e digite seu comando para acessar abas abertas, favoritos, histórico, configurações e mais.

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– gestos de mouse e atalhos de teclado: segure o botão direito do mouse e faça gestos durante a navegação. Volte à página anterior deslizando para a esquerda; recarregue a aba deslizando para cima e para baixo; e feche a aba desenhando um “L”. O navegador também está repleto de atalhos de teclado que você pode personalizar.

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– notas: você pode selecionar texto, clicar em “Salvar seleção como nova nota”, e ele será armazenado com a URL da página. Na barra Notas, clique no botão + e depois na câmera para guardar uma captura de tela, ou para anexar um arquivo.

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– painéis web: a barra lateral também serve para fixar páginas da web, e pode ser interessante para ver sua timeline do Twitter ou para usar um serviço de chat.

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– sessões: se você quiser salvar um conjunto de abas sem jogá-las nos favoritos, é possível organizá-las em sessões. Vá em Menu > Arquivo > Salvar sessão… e dê um nome a ela. Para abrir a sessão, vá em Menu > Arquivo > Abrir sessão salva.

– ativar/desativar imagens: eu usei isso bastante nos meus tempos de internet discada com o Opera, e ele está disponível no Vivaldi para quando sua conexão 3G (ou fixa…) não estiver dando conta de carregar páginas direito.

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– ações para página: isto reúne alguns recursos avançados. Para mim, o mais interessante é turvar a página da web quando o mouse está longe dela: vá no canto inferior direito e clique em “filter obscure”.

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É possível intensificar as cores da página (“filter intensify”), inverter as cores (“filter invert”) ou colocar um filtro preto-e-branco na página (“filter black and white” e “filter grayscale”).

Você também pode trocar a fonte da página por uma monoespaçada (“fonts monospace”), e até evidenciar os elementos CSS da página (“CSS debugger”).

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Vários desses recursos já existiam há um ano, quando o projeto Vivaldi foi lançado. Mas agora o navegador está mais maduro e promete mais estabilidade.

Algumas promessas, no entanto, ficaram para versões futuras. Antigamente, o site do Vivaldi mencionava que ele ganharia um cliente de e-mail embutido, tal como o Opera oferecia. Jon von Tetzchner diz ao TechCrunch que “criar um cliente de e-mail não é trivial”, e que terá mais engenheiros trabalhando nisso.

Além disso, a versão 1.0 não conta com sincronização de favoritos e configurações entre dispositivos, algo que também ficou para versões futuras.

Será que o Vivaldi ainda tem chance? Mesmo disponível desde o início de 2015, ele ainda nem aparece nas estatísticas mais recentes do StatCounter: está misturado na categoria “Outros”, usados em 0,06% dos desktops em todo o mundo. O Microsoft Edge é usado em 2,15% dos PCs; enquanto o Opera tem 1,96% de participação.

Ainda assim, vale a pena experimentar: o Vivaldi está disponível em português para Windows, Mac e Linux. Baixe-o aqui: [Vivaldi]