A companhia aérea australiana Qantas concluiu o voo direto mais longo já realizado. A viagem de 19 horas e 16 minutos, de Nova York a Sydney, foi parte de um projeto de pesquisa para estudar os efeitos dessas longas jornadas no corpo humano.

A pesquisa mediu as ondas cerebrais, melatonina e o nível de alerta geral dos pilotos. Para diminuir o jetlag, as luzes das cabines também foram mantidas acesas por mais tempo e as refeições foram trocadas para se ajustarem ao horário do destino final. Ou seja, mesmo que o voo tenha acontecido à noite, a primeira refeição a ser servida foi o almoço. Os passageiros ainda tiveram que participar de exercícios de alongamento.

Outro teste realizado foi em relação ao tempo economizado. O voo direto saiu três horas depois do planejado e, ainda assim, chegou alguns minutos antes – caso fosse realizado o itinerário tradicional com escala.

Pessoas fazem alongamento durante voo da Qantas de quase 20 horasFoto: James D Morgan/Qantas

Apesar de economizar tempo e reduzir o jetlag, há algumas limitações no projeto. O Boeing 787-9 tem capacidade para transportar 280 passageiros. No entanto, para o voo direto, foi necessário limitar esse número para apenas 49 pessoas. Isso significa que, caso essa viagem seja disponibilizada, ela provavelmente atenderá viajantes dispostos a pagar um alto valor para compensar essa disparidade no número de assentos vendidos.

O Projeto Sunrise, como foi batizado, terá mais dois voos: de Londres a Sydney, em novembro, e mais uma de Nova York a Sydney, em dezembro. A expectativa é que os resultados tragam aplicações práticas até o fim deste ano.

[Engadget]