O WhatsApp já é muito usado por empresas para atendimento e vendas. Em breve, ele deve começar a oferecer vendas diretas pelo aplicativo e hospedagem de sites. Além disso, alguns dos recursos oferecidos hoje aos negócios serão cobrados.

As novidades foram detalhadas em um post publicado no blog da companhia. No texto, o WhatsApp diz que “expandir as maneiras como as pessoas podem conferir os produtos disponíveis e finalizar compras diretamente nas conversas” e também menciona integração com soluções de vendas e atendimento já utilizadas. Dá para esperar, portanto, que o aplicativo para negócios se integre a ferramentas de gestão de estoque, virando efetivamente um canal de vendas.

O vídeo publicado pelo aplicativo no YouTube ilustra bem do que eles estão falando: escolher produtos, perguntar por opções de cor, fechar o pedido e realizar o pagamento, tudo pelo WhatsApp.

Essa parte do pagamento, porem, ainda deixa dúvidas, pelo menos por aqui no Brasil. O WhatsApp planejava lançar seu sistema de pagamentos dentro do aplicativo neste ano no País, mas a iniciativa acabou barrada pelo Banco Central. Segundo a Bloomberg, o BC estaria planejando liberar as vendas e o sistema de pagamentos. A Exame afirma que a decisão deve ficar para 2021.

Outra novidade é a hospedagem. O texto do WhatsApp diz que planeja fornecer uma nova opção para gerenciar as mensagens do aplicativo em serviços de hospedagem que serão oferecidos pelo Facebook, sem detalhar que serviços seriam esses. A empresa também disse que vai expandir as integrações com suas parceiras de negócios que oferecem soluções de atendimento pelo mensageiro.

No último ponto da lista, o WhatsApp também diz que vai começar a cobrar por alguns serviços do Business. O aplicativo não explica quais serviços serão pagos, qual será o preço ou quando começará a cobrança, apenas que isso é necessário para a empresa continuar crescendo e que ligações e mensagens continuarão sendo gratuitas.

Esse movimento era esperado, de certa forma. Ao contrário de outras propriedades do Facebook, como a própria rede social e o Instagram, o WhatsApp não tem propagandas. Assim, há muito se esperava que algum recurso dele fosse cobrado.

Isso já tinha sido ensaiado em 2018, com o lançamento da API para WhatsApp Business, voltada para grandes empresas integrarem o mensageiro em suas plataformas. O serviço era gratuito, mas respostas enviadas depois de 24 horas do contato do cliente eram cobradas. Assim, havia um incentivo para que o atendimento fosse rápido, o que ajudava a consolidar o WhatsApp como um canal para esse tipo de demanda.

O aplicativo também ganhou espaço no setor de vendas durante a pandemia de COVID-19, quando muitas empresas se viram forçadas a fazer negócios pela internet e muitas pessoas precisaram abrir seus próprios negócios para complementar a renda. Parece que o futuro do mensageiro é mesmo se tornar um marketplace.