Fontes de energia renováveis são indiscutivelmente mais limpas do que a energia nuclear ou a energia gerada a partir de combustíveis fosseis. Porém, existem alguns inconvenientes: unidades de produção de energia solar queimam os pássaros que sobrevoam a área, enquanto que os parques eólicos os confundem com o barulho e muitas vezes causam acidentes. Para evitar que as aves colidam com as turbinas das usinas eólicas, pesquisadores estão trabalhando com águias.

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As fotos abaixo do NREL – Laboratório Nacional de Energia Renovável, na sigla em inglês – mostram como duas águias participam de uma pesquisa inédita no National Wind Technology Center – Centro Nacional de Tecnologia Eólica, em tradução livre. Foram desenvolvidos um radar e um sistema visual que previnem que pássaros morram nos parques.

A Spirit, uma águia-careca de 20 anos de idade, e a Nova, águia-real da mesma idade, são treinadas no Southeastern Raptor Center. O papel delas é promover a conservação da vida selvagem. De acordo com a Universidade de Auburn, desta vez elas estão lá para salvar seus próprios parceiros:

Colisões de pássaros com as turbinas eólicas não são comuns, mas a partir do momento que as aves possam voar na altura das pás, tudo o que puder ser feito para protegê-las é importante. As águias-reais, protegidas pela lei federal, estão entre as grandes aves que podem interagir com as turbinas.

A pesquisa em desenvolvimento, que é um projeto colaborativo entre a Laufer Wind, a Renewable Energy Systems (RES), NREL e Universidade de Auburn, coleta dados dos padrões de voos das duas águias, depois que são soltas de alguns elevadores que estão posicionados em diferentes lugares no parque. Elas possuem um GPS super preciso e um dispositivo de registro que permitem que os especialistas usem dois sistemas diferentes para monitorar seus movimentos.

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O Sistema de Detecção de Aeronaves da Laufer Wind, feito para detectar aviões próximos, escaneia o ambiente em 360 graus. Mas como o pesquisador Jason Roadman da NREL explica, nesta pesquisa a tarefa é mais difícil do que achar agulha num palheiro:

Os radares processam 1 gigabyte de dados a cada minuto; o truque é discernir os bytes de dados que representam a ave. Saber do seu tamanho, velocidade e características de voo ajudam o radar a determinar o que é e o que não é um pássaro.

O outra tecnologia utilizada é um sistema de identificação visual das águias, chamado IdentiFlight, que usa câmeras para detectar aves a 1 quilômetro de distância das turbinas. O objetivo é detectar os pássaros a tempo de mandar um alerta para o operador do parque, para que ele diminua a velocidade das pás, ou as pare completamente.