A crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus atingiu países em todo o mundo, custando milhões de empregos e congelando muitos gastos não essenciais, como atualizar seu telefone ou computador antigo. A Apple sabe disso, e é provavelmente por isso que a empresa planeja lançar um programa de parcelamento para seus produtos nos Estados Unidos.

A Bloomberg relata que a Apple planeja lançar esse programa mensal de parcelas — que será vinculado ao seu cartão de crédito Apple Card (emitido pelo Goldman Sachs) — nas próximas semanas. O serviço permitirá que os clientes comprem um produto da Apple e dividam o custo por vários meses com pagamentos sem juros.



Isso pode ser esquisito para o público brasileiro, mas o fato é que nos Estados Unidos não é comum comprar roupas e eletrônicos parcelados. Geralmente, esta modalidade está disponível para imóveis ou a compra de um carro, por exemplo.

Segundo a Bloomberg, a Apple oferecerá um plano de pagamento sem juros de 12 meses para iPads, Macs, Apple Pencils, teclados para iPad e monitores Mac XDR. Enquanto isso, AirPods, AppleTVs e HomePods serão oferecidos em parcelas de seis meses sem juros.

O programa tem como objetivo aumentar o número de adeptos do Apple Card e aumentar as vendas de produtos da Apple, permitindo que os usuários dividam os custos ao longo do tempo, de acordo com a reportagem da Bloomberg. Os pagamentos parcelados serão adicionados à fatura mensal do Apple Card do cliente e serão gerenciados pelo aplicativo Wallet.

Obviamente, a Apple não é a única companhia que oferece programas de parcelamento para pagar pelos produtos. As operadoras de celular também oferecem esse serviço. No entanto, o programa da Apple permitiria que os clientes usassem um plano de parcelamento para pagar por uma ampla variedade de seus produtos.

A Apple, como muitas empresas, foi impactada economicamente pela pandemia de COVID-19. Em fevereiro, a companhia anunciou que não esperava cumprir suas próprias diretrizes de receita para o trimestre de março, porque o fornecimento mundial de iPhone havia sido temporariamente limitado pela crise de saúde. Isso também afetou a demanda por seus produtos na China.

“Neste ambiente difícil, nossos usuários dependem dos produtos da Apple de maneiras renovadas para permanecerem conectados, informados, criativos e produtivos. Sentimo-nos motivados e inspirados e não apenas continuar atendendo a essas necessidades de maneiras inovadoras, mas a continuar retribuindo em apoio à resposta global”, disse Tim Cook, CEO da Apple, durante o anúncio dos resultados do segundo trimestre da empresa.

A Apple também não parou de lançar novos produtos durante a crise de saúde. A empresa lançou seu novo MacBook Pro, MacBook Air, iPad Pro, Magic Keyboard, Powerbeats e o iPhone SE. E ainda não vimos o iPhone esperado para setembro.

[Bloomberg]