O Brasil tem tido cada vez mais opções de proteínas alternativas. No ano passado, tivemos uma onda de redes de fast food aderindo e até fabricantes nacionais disponibilizando seus produtos no varejo. Nesta semana passada, foi a vez da norte-americana Beyond Meat estrear localmente, com uma distribuição específica no mercado St. Marché, em São Paulo.

De acordo com o Valor Econômico, Ethan Brown, CEO da Beyond Meat, ressaltou em comunicado a importância de trazer seus produtos para o mercado local. “Nossa entrada no mercado brasileiro marca um passo importante para promover nossa missão de aumentar a acessibilidade à carne de origem vegetal em todo o mundo”.



Ao todo, a empresa venderá quatro das suas alternativas vegetais à proteína animal: Hambúrguer Vegan, Carne Moída Vegan, Linguiça Vegan Brat e Linguiça Vegan Hot Italian. Os produtos são importados, então os valores não são muito acessíveis.

Embalagem da salsicha vegana da Beyond Meat. Crédito: Beyond MeatEmbalagem da linguiça vegana da Beyond Meat. Crédito: Beyond Meat

A embalagem do Hambúrguer Vegan, da Beyond Meat, por exemplo, vem com dois discos com 227 gramas (cada um pesa cerca de 113 gramas) e custa R$ 65,90. A carne moída, que vem em um pacote com 454 gramas, custa R$ 99,90.

À título de curiosidade, o Futuro Burger, da brasileira Fazenda Futuro, custa R$ 15,90 e o pacote traz dois discos que pesam 230 gramas (115 gramas cada). Já a carne moída da marca brasileira custa R$ 14,90, mas vem com 270 gramas.

A Beyond Meat foi uma das pioneiras nos EUA a criar proteínas alternativas que tentam parecer o máximo possível com a opção animal.

A ideia deste tipo de produto é atender não só vegetarianos, mas pessoas que gostam de proteína animal. Essas foodtechs, como são chamadas essas companhias, têm um discurso voltado para sustentabilidade.

Como a pecuária exige muitos recursos naturais, essas empresas tentam criar alternativas usando outros ingredientes. No caso da Beyond Meat, o hambúrguer, por exemplo, é baseado em proteína de ervilha, arroz e feijão mungo. A aposta dessas companhias é que se a produção de proteína animal não ficar mais sustentável, estes produtos ficarão mais caros, abrindo uma oportunidade para estas “carnes de proteína vegetal”.

Ainda que a premissa seja a questão da sustentabilidade, esses produtos vegetais costumam ser mais caros que suas versões animais, até por questões de produção, já que ainda é um mercado muito nichado, e a gente vive no Brasil, um dos maiores exportadores de carne no mundo — portanto, proteína animal tem um preço acessível.

De qualquer jeito, para quem gosta desses produtos, contar com a Beyond Meat é uma boa notícia, ainda que seja para consumo limitado, pois haja dinheiro para comprar esses itens que estão bem caros.