O Burger King anunciou em abril a chegada do hambúrguer de proteína vegetal que imita carne em alguns de seus restaurantes nos Estados Unidos, com previsão de expansão para todo o território até o final do ano. Outro país que terá a opção vegana do lanche é o Brasil – a partir do dia 10 de setembro, o chamado Rebel Whopper será vendido por aqui.

Nos Estados Unidos, o hambúrguer tem outro nome: Impossible Whopper – e fez muito sucesso. Quem fornece o hambúrguer vegetal é a Impossible Foods, uma das pioneiras nesse mercado e que oferece uma opção bastante similar à carne – essa opção é composta por soja, óleo de coco, óleo de girassol, além da proteína de batata e o heme (“um ingrediente secreto que faz o hambúrguer chiar quando está fritando”).

No Brasil, o chamado Rebel Whopper terá ingredientes 100% vegetais fornecidos pela Marfrig, que anunciou semana passada uma parceria com a processadora de alimentos e trading americana ADM, conforme aponta reportagem de Fernando Scheller no Estadão. A composição do hambúrguer não foi revelada, mas não serão utilizados ingredientes transgênicos.

O País é o terceiro mercado a receber essa opção no Burger King, depois dos EUA e Suécia. Ainda de acordo com o Estadão, a estreia do sanduíche acontecerá em 58 lojas de São Paulo. O Gizmodo Brasil entrou em contato com a assessoria do Burger King para saber se já há uma lista de locais que devem contar com a opção no cardápio, mas eles se limitaram a informar que a opção estará disponível, inicialmente, na capital paulista. O preço sugerido do combo é de R$ 28,90 e pode variar de acordo com a unidade Burger King.

Hambúrgueres vegetais que imitam carne não são inéditos por aqui. A Lanchonete da Cidade, em São Paulo, e na TT Burger, no Rio de Janeiro, já comercializam uma opção com a mesma proposta. A gente experimentou e a experiência foi interessante – por R$ 29, dá para comer o LC Futuro em São Paulo.

A adoção de alternativas vegetais à proteína animal é uma tendência. De acordo com a consultoria Markets and Markets, as estimativas apontam que este mercado deve atingir US$ 6,43 bilhões em 2023. Entre os motivos para esse crescimento, está a preocupação com o meio ambiente. Além disso, o consumo cada vez maior de carne bovina pode causar escassez e, consequentemente, elevar os preços.

Um estudo realizado pelo Datafolha em janeiro de 2017 revelou que 63% dos brasileiros querem reduzir o consumo de carne, 73% se sentem mal informados sobre como ela é produzida, e 35% se preocupam com a saúde em relação ao seu consumo.

Quem não está muito contente com isso são os pecuaristas tradicionais. Eles não querem que produtoras de proteínas vegetais possam usar a palavra “carne” para designar seus alimentos.