A primeira placa gráfica da Intel em anos, a Intel DG1, chegará ainda este ano. Anunciada no início desta semana na CES 2020, aqui está tudo o que vimos sobre a DG1, sua arquitetura Xe e os planos da Intel para usá-la em conjunto com sua próxima geração de CPUs, a Tiger Lake.

A DG1 é a grande jogada da Intel para rivalizar melhor com as conhecidas fabricantes de GPU Nvidia e AMD. No final de 2017, a Intel escalou o principal arquiteto de GPU da AMD, Raja Koduri, e anunciou seu plano de investir na criação de placas gráficas dedicadas — a primeira da empresa desde a abortada GPU Larrabee, em 2009. Menos de seis meses depois de conquistar Koduri, a Intel trouxe Jim Keller, seu antigo colaborador na AMD que estava na Tesla.

Desde então, tivemos algumas informações sobre a DG1 e o programa de gráficos discretos planejados da Intel, o Odyssey. Em 2019, a Intel finalmente lançou suas CPUs Ice Lake, que levaram um longo tempo em desenvolvimento e trazem gráficos muito melhorados — um indicativo do trabalho que a empresa vinha fazendo nesse setor.

No final de novembro, a Intel começou a falar mais sobre a arquitetura que estava na base de seus novos produtos gráficos, a Xe. Ela se ramificou em três microarquiteturas. A Xe HPC será usada nos servidores para alimentar a nuvem. A Xe HP é destinada a estações de trabalho profissionais. A Xe LP é o que mais importa para nós, pois será usada em jogos e dispositivos móveis.

Placa Intel DG1

O Xe LP será encontrado na próxima geração de CPUs Intel, Tiger Lake. Segundo a Intel, o Tiger Lake terá até o dobro do desempenho gráfico de seu antecessor, Ice Lake. Em nossos testes, o Ice Lake consegue uma média de 34 quadros por segundo em Overwatch a 1080p em configurações altas. Isso pode significar 60 quadros por segundo em Tiger Lake. Isso colocaria as GPUs Xe LP em pé de igualdade com a GeForce mx250 da Nvidia.

A Intel também alega uma melhoria de “dois dígitos” no desempenho da CPU em Tiger Lake em comparação com Ice Lake. Isso significa que o Blender poderá em breve renderizar o popular benchmark “Car Demo” em menos de 10 minutos em processadores destinados a laptops finos e leves, como o Dell XPS 13 e o Lenovo Yoga. No Ice Lake, esse benchmark fica em torno de 10 minutos e 7 segundos para o processador Ice Lake i7 1065G7.

Espera-se que Tiger Lake seja lançado em laptops ainda este ano, mas o Intel DG1 está sendo colocado em um slot PCIe agora e será enviado em breve para desenvolvedores de software independentes (ISVs). Ele vai primeiro para os ISVs em vez de ir direto para todas as nossas mãos porque o hardware é apenas metade de uma nova implantação da arquitetura gráfica. Como vimos nos primeiros dias da arquitetura Vega da AMD, o suporte ao software é absolutamente crucial para o desempenho da GPU. Os desenvolvedores de sistemas operacionais, designers de jogos e empresas de software em geral que usam GPUs precisam acessar o hardware e uma boa API se a Intel quiser maximizar o desempenho.

A Intel já se concentrou bastante nas melhorias de software, pois prevê o lançamento do DG1 (espero) ainda este ano. O Intel Graphics Command Center, o pacote de software por meio do qual os usuários irão interagir com a GPU, já está na versão beta, e a Intel já está mexendo com alguns recursos divertidos da GPU, como “retro scaling”, que aprimora os gráficos de jogos de 16 bits (pense no SNES ou no Mega Drive).

Portanto, a Intel está enviando o DG1 para ISVs agora para ajudar a descobrir outros recursos e ajustes de software necessários antes de um eventual grande lançamento.

Se você quiser saber mais, a Intel fará uma sessão de perguntas e respostas no Reddit na próxima quinta-feira, 16 de janeiro, às 14h, no horário de Brasília.