A DJI lançou nesta quarta (13) em um evento em São Paulo seu novo drone, o Mavic Mini. O principal destaque do produto é seu peso levíssimo, que o dispensa de certas burocracias. Por isso, ele é vendido pela marca como um aparelho para iniciantes. Mesmo assim, seu preço pode assustar: R$ 4.049.

O Mavic Mini pesa apenas 249 gramas, o que faz com que ele fique abaixo do limite de 250 gramas definido pela FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) e adotado também pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Aeronaves não tripuladas com mais de 250 gramas precisam ser registradas nos órgãos, então é uma forma de ter uma dor de cabeça a menos com burocracia. Mesmo assim, vale observar que este é o peso básico do drone — trocar peças ou instalar acessórios, como protetores de hélice, faz o peso estourar o limite, o que torna obrigatório o registro.

Esse peso é realmente pouca coisa. Segundo a DJI, é o mesmo que cinco bolas de golfe (e foi assim que eu descobri que uma bola de golfe pesa um pouco menos que 50 gramas). Para melhorar a qualidade das imagens da câmera, ele conta com estabilizador de três eixos. A câmera, aliás, faz fotos de 12 megapixels e vídeos de 2,7K de resolução.

O drone promete 30 minutos de autonomia e alcance de 4 quilômetros. Ele conta com as tecnologias GEO 2.0, para evitar que ele entre em áreas onde pode representar perigo, como aeroportos, estádios e presídios, e AeroScope, uma espécie de matrícula digital para autoridades poderem checar quem é o responsável pela aeronave.

Mesmo assim, a empresa ressalta que o responsável pelas tomadas de decisão e por evitar acidentes e problemas é sempre o piloto.

 

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O foco do Mavic Mini são os entusiastas de primeira viagem, que querem um aparelho mais simples. Por isso, a empresa vai atualizar seu app DJI Fly para deixá-lo mais fácil de usar, escondendo opções mais avançadas (e complicadas).

Além disso, ele conta com os QuickShots. Com o recurso, basta tocar em um botão para que o drone faça um percurso preestabelecido capturando imagens. A DJI diz que o resultado é de nível cinematográfico. Seja como for, pelo menos dá uma ajuda para quem não aprendeu a pilotar o aparelho direito.

O que pode afastar alguns entusiastas, porém, é o preço. Por aqui, ele será vendido por R$ 4.049, em um kit com case para transportes, três baterias, kits de hélice e controle. Nos EUA, onde ele foi lançado há duas semanas, o preço sugerido é de US$ 499 neste mesmo kit.

Por lá, há também uma opção mais básica, com apenas uma bateria, três kits de hélices e controle, por US$ 399 — a DJI ainda não disse por quanto ela será vendida no Brasil.

Para quem não quer gastar tanto, a DJI também tem o Tello, que é bem simples e muito mais barato. Em contrapartida, ele vem com poucos recursos — não tem estabilização óptica de imagem, por exemplo, o que pode atrapalhar filmagens quando há muito vento — e câmera de qualidade inferior.

Atualização [28/11]: Acrescentamos mais informações sobre o limite do peso e a questão dos acessórios e peças.