Apesar de a SpaceX estar na vanguarda do turismo espacial — e ser uma das principais parceiras da NASA –, a empresa do bilionário Elon Musk, segundo as palavras do próprio, corre risco de falir ou precisar entrar com um pedido de recuperação judicial.

A informação veio a público pelo site Space Explored. O veículo teve acesso a um e-mail de Musk, enviado aos funcionários da SpaceX, destacando uma “crise” na produção do motor Raptor, que será utilizado na nave Starship. Ele classificou a situação como um “desastre”.

De acordo com o e-mail, os problemas na linha de produção do motor são mais graves do que o esperado, mas que a informação só veio à tona após a saída recente de executivos da diretoria da SpaceX. Segundo o bilionário, a empresa corre o “risco genuíno de falência” se as naves reutilizáveis Starship não forem usadas em missões espaciais uma vez a cada duas semanas no ano que vem.

O atraso na produção fez Musk adiar uma folga programada durante o feriado de Ação de Graças, nos Estados Unidos, para supervisionar a produção do motor. O bilionário também pediu que os funcionários trabalhassem durante o feriado prolongado.

Voo orbital da Starship

Atualmente, o carro-chefe da SpaceX é o foguete Falcon 9, que tem capacidade para transportar astronautas e suprimentos até a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Porém, o futuro da empresa será a Starship, espaçonave feita para levar humanos para a Lua, por meio do programa Artemis, da NASA; ou até mesmo realizar as primeiras missões tripuladas para Marte — projeto pessoal de Musk.

Para voar até a órbita marciana, a espaçonave precisará de 39 motores Raptor, o que só aumenta a pressão sobre a linha de produção.

A SpaceX já vem realizando testes com protótipos da Starship, por meio de voos curtos, em baixa altitude. Em outubro passado, o empreendedor chegou a afirmar que pretendia realizar um lançamento orbital em novembro, mas o foguete ainda não saiu do chão.

A expectativa é que esse voo de teste, ainda sem data definida, seja lançado sem tripulação a bordo para completar uma volta ao redor da Terra e, depois, realizar um pouso controlado no Oceano Pacífico.