Na tarde desta quinta-feira (26), uma criança de 3 anos foi transferida em estado grave de um hospital particular em Uberlândia, Minas Gerais, para o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP). O menino havia sido diagnosticado com hepatite aguda infantil, embora o tipo não tenha sido descoberto. Agora, médicos estão estudando a necessidade de um transplante de fígado para o pequeno.

Este não é o primeiro paciente com hepatite aguda infantil sendo analisado no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, havia até esta segunda-feira (23) outros 64 casos de origem desconhecida sob investigação.

A doença provoca sintomas como febre, olhos e pele amarelados (icterícia), fraqueza, enjoo, náuseas, vômitos, dor abdominal, perda de apetite, urina escura e fezes esbranquiçadas.

Ela começou a preocupar os pais mundo afora em 15 de abril, com a chegada dos primeiros casos de hepatite de origem desconhecida no Reino Unido e na Irlanda do Norte. Agora, há 600 crianças infectadas no planeta, com 14 mortes já registradas.

A doença costuma ser causada pelos vírus dos tipos A, B, C, D e E, mas os patógenos não foram identificados nestes casos. Na verdade, as análises detectaram a presença do adenovírus 41-F em 70% dos pacientes, comumente associado a quadros respiratórios. Porém, o patógeno não é um causador comum da hepatite, o que deixa os cientistas ainda mais confusos.

A origem permanece desconhecida. Por enquanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está recomendando que os países membros concentrem seus esforços para determinar a causa do surto, além de identificar e reportar novos casos. 

Como forma de prevenção, os pais devem manter a carteira de vacinação dos filhos atualizada,  ensiná-los a lavar as mãos com frequência e também a evitar tocar olhos, nariz e boca. Os pequenos também precisam estar instruídos a cobrir a boca e nariz ao espirrar e tossir.