Há um ano, a Huawei mostrava o seu primeiro smartphone dobrável com bastante pompa. O lançamento do aparelho não ocorreu exatamente como o planejado, mas eis que chegamos na segunda geração. O Huawei Mate XS é uma versão mais potente e com uma tela mais durável, segundo a fabricante. O preço sugerido é de € 2.499 (R$ 11.900, em conversão direta).

A companhia decidiu usar uma construção de quatro camadas para a tela do Mate XS. O Verge explica que na parte de cima há duas camadas de filme poliamida que são unidas por um adesivo transparente. Abaixo delas há um painel OLED flexível, seguido de um polímero macio que serve como um amortecedor e uma camada final que conecta tudo ao corpo do dispositivo. A peça inteira é de plástico e a Huawei não menciona vidro, como faz a Samsung.



Os tamanhos continuam os mesmos:

  • 6,6 polegadas (19.5:9) é a tela principal, quando dobrado.
  • 6,4 polegadas (25:9) é tela traseira, quando dobrado.
  • 8 polegadas é a tela principal, quando aberto.

A dobradiça também foi remodelada para passar uma sensação mais suave e de mais durabilidade.

São duas alterações simples no design, mas fundamentais para o sucesso dos dispositivos dobráveis. As principais reclamações entre analistas e consumidores com esse tipo de smartphone é justamente a fragilidade da tela e da dobradiça – basta lembrar dos perrengues que a Samsung e a Huawei passaram nos lançamentos.

Por dentro, o processador evoluiu do Kirin 980 para o Kirin 990 – o que significa que ele tem um modem 5G integrado, em vez de um componente separado. A fabricante também diz ter reprojetado o sistema de resfriamento. Completam as especificações 8 GB de RAM, 512 GB de armazenamento, bateria de 4.500 mAh e um conjunto de câmeras com um sensor principal de 40 megapixels f/1.8, telefoto de 8 megapixels f/2.4, outro ultra-angular de 16 megapixels f/2.2 e um sensor de profundidade 3D.

O Huawei Mate XS será lançado em “mercados globais” no mês que vem custando € 2.499 (R$ 11.900, em conversão direta). A companhia ainda está na lista de entidades dos EUA e, por isso, embora rode o Android, não possui aplicativos Google ou a loja de apps Play Store.