Ciência

Humanos não têm vidas mais longas por causa dos dinossauros? O que diz este estudo

Segundo hipótese de cientista português, convivência de mamíferos com dinossauros diminuiu expectativa de vida de humanos
Imagem: Fausto García-Menéndez/ Unsplash/ Reprodução

Segundo estimativa de 2019 da OMS (Organização Mundial da Saúde), a expectativa de vida média global é de 73,4 anos. No entanto, o microbiologista português João Pedro Magalhães acredita que, não fossem os dinossauros, essa idade poderia ser ainda maior.

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Sua teoria, chamada de “hipótese do gargalo de longevidade”, foi publicada em um artigo na revista BioEssays

Em geral, o pesquisador resume sua justificativa a como os mamíferos evoluíram durante o período dos dinossauros, priorizando a reprodução rápida para perpetuar as espécies, em vez da longevidade.

A teoria da evolução dos mamíferos

Para Magalhães, os mamíferos evoluíram para desenvolver habilidade de se reproduzir rapidamente. Fazer isso era essencial em uma época com a ameaça dos dinossauros, em que esses animais poderiam não viver tanto tempo, de qualquer maneira.

Então, a ideia proposta por Magalhães sugere que,  se os mamíferos tivessem expectativas de vida mais longas, teriam levado mais tempo para atingir a maturidade.

Isso, por sua vez, poderia ter tornado a sobrevivência na época muito mais difícil. “Minha hipótese é que tal pressão evolutiva prolongada sobre os mamíferos primitivos para uma reprodução rápida levou à perda ou inativação de genes e vias associadas à vida longa”, explicou de Magalhães.

Assim, a evolução dos mamíferos pode ter passado pela eliminação de genes associados à longevidade. E, embora as pessoas vivam em um período sem dinossauros percorrendo a Terra, essa característica pode ter se estendido aos humanos, afetando sua expectativa de vida.

Se isso for verdade, provavelmente os mamíferos tiveram vidas mais longas no passado. Segundo o pesquisador Magalhães, sua teoria também faz sentido porque não há mamíferos com características regenerativas.

Contudo, isso tudo é apenas uma hipótese. No momento, novos estudos e abordagens podem oferecer outras perspectivas e evidências para confirmar ou refutar a possibilidade.

Bárbara Giovani

Bárbara Giovani

Jornalista de ciência que também ama música e cinema. Já publicou na Agência Bori e participa do podcast Prato de Ciência.

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