Sabemos que o Spotify e Apple Music são as gigantes do streaming de música, mas graças a um novo acordo avaliado em US$ 297 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhões, na conversão atual), a Square — uma plataforma de serviços financeiros e pagamentos pelo celular com forte presença nos EUA — está tentando mudar essa situação ao adquirir uma participação majoritária no Tidal.

Em uma série de tuítes, o fundador e CEO da Square, Jack Dorsey (que também é o CEO do Twitter), explicou a aquisição dizendo que, embora uma empresa de fintech como a Square não tenha muito em comum com o serviço de streaming de música, ele acredita que ambas possam trabalhar juntas para criar um negócio verdadeiramente voltado para os artistas.

Dorsey apontou em um dos tuites que “novas ideias estão nas interseções, e acredita existir uma ideia convincente entre a música e a economia. Fazer a economia funcionar para os artistas é semelhante ao que a Square fez para os vendedores”. Ok, então.

Como parte do negócio, o famoso rapper e ex-proprietário majoritário do Tidal, Jay-Z, se juntará ao conselho de diretores da Square, mantendo uma participação menor na empresa de streaming de música. Enquanto isso, Jay-Z vai ajudar a supervisionar uma parte maior dos negócios da Square, incluindo as ferramentas Seller e Cash App. O chefe de hardware da Square, Jesse Dorogusker, servirá como líder interino do Tidal.

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Um serviço de música executado e projetado para apoiar grandes e pequenos artistas parece muito bom, mas ainda não está claro como a Square pretende fazer isso acontecer. Mesmo assim, com base no sucesso de outros empreendimentos da Square, como o já citado Cash App, Dorsey parece confiante de que a companhia será capaz de transformar o Tidal de uma forma semelhante.

“Vamos começar pequeno e nos concentrar nas necessidades mais críticas dos artistas e aumentar suas bases de fãs”, disse Dorsey.

Ao que parece, vai demorar algum tempo até que esta união de forças dê frutos visto que, de acordo com a Bloomberg, a Square diz que o Tidal não deve ter um impacto significativo nas vendas ou nos lucros da empresa neste ano. Dorogusker diz que a empresa está menos focada na participação de mercado do streaming de música e mais interessada em ver as ideais de Dorsey e Jay-Z para criar um negócio voltado para os artistas.