Embora a LG tenha apresentado uma linha respeitável de smartphones durante 2018, as vendas de celulares da companhia continuam a ter dificuldades. Então, a empresa vai fazer um esforço para dar uma rejuvenescida em seus negócios, com investimentos em robôs e veículos autônomos, e uma nova liderança para celulares. O presidente da divisão de Home Entertainment, Brian Kwon, vai passar a ser responsável pela divisão móvel da empresa a partir de 1º de dezembro.

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A razão por trás da mudança parece clara. Sob o comando de Kwon, a divisão de TV da LG se tornou uma grande força no segmento graças aos painéis OLED, com a LG Display apresentando recorde de lucros no início deste ano. E, com alguma sinergia entre smartphones e TVs, especialmente no que diz respeito a telas (e, em menor grau, a seus designs), Kwon deverá estar em uma boa posição para tentar colocar a LG Mobile de volta nos trilhos.

Do jeito que está agora, um dos grandes problemas da LG Mobile é a falta de identidade. Embora os telefones tenham uma qualidade bastante consistente, eles frequentemente não vão muito bem quando comparados a seus equivalentes feitos por Samsung, Apple ou Huawei. Além disso, embora o conjunto de três câmeras do LG V40 seja bacana, não é exatamente uma ideia nova, pois a Huawei apresentou um conjunto parecido com o P20 Pro.

Um outro problema para a LG Mobile é que parece que a empresa gasta muito tempo concentrada em recursos como áudio de alta resolução e truques de vídeo como zoom estável. Embora sejam legais, são características de nicho, sem muito apelo para o consumidor médio.

Não ajuda também o fato de a LG ter recentemente ficado atrasada principalmente em relação à sua rival sul-coreana Samsung. O LG G7 estreou dois meses depois do Galaxy S9, e o LG V40 só chegou em outubro, quase três meses após o lançamento do Galaxy Note 9. E, se você se lembrar do LG G5, a companhia pode ainda estar sentindo os efeitos de sua tentativa ambiciosa, mas falha, de criar um aparelho modular.

Dito isso, é importante dizer que nem tudo na LG Mobile são falhas. Após algumas tentativas, as telas OLED dos smartphones estão finalmente em nível de concorrer em pé de igualdade com os painéis da Samsung (que estão presentes em vários aparelhos topo de linha). E, com recentes patentes, como a do dispositivo de 16 câmeras traseiras e novas formas de colocar câmeras selfies nos dispositivos, parece claro que a LG pensa muito em como melhorar a fotografia móvel no futuro.

Há coisas que a empresa também precisa reavaliar, pois, embora esteja melhorando, ela ainda não vai muito bem. Eu não sou muito fã das personalizações do Android em seus aparelhos, e toda essa história da marca ThinQ é frequentemente confusa e não tão impactante como sugere.

De qualquer forma, ainda é muito cedo para se ter qualquer previsão sobre a LG Mobile. Com uma nova liderança, podemos aguardar uma nova era de smartphones LG sendo lançados em breve.