A Nokia lançou em 2013 o Lumia 1020 com um enorme sensor de 41 megapixels, e ele nunca recebeu um sucessor. A empresa chegou a trabalhar em um dispositivo chamado “McLaren” que acabou sendo cancelado. Agora um aparelho quase finalizado surgiu mostrando como ele teria sido.

>>> Este poderia ter sido o smartphone “McLaren”, sucessor do Lumia 1020
>>> [Rumor] Nokia McLaren é o sucessor do Lumia 1020 com gestos de Kinect

No Windows Central, Zac Bowden, Michael Fisher e Daniel Rubino analisaram o smartphone que nunca foi lançado e contaria com um recurso 3D Touch antes da Apple adicionar isso ao iPhone. Para isso, ele usaria diversos sensores diferentes para observar seus gestos e transformá-los em comandos para a navegação.

O design do Nokia McLaren não era muito diferente do encontrado na linha Lumia em geral, sendo uma mistura de Lumia 1020 com Lumia 925. Com corpo metálico e parte inferior de policarbonato, ele também tinha um botão dedicado para a câmera – esta que se destacava na traseira do aparelho, e teria 20MP em vez dos 41MP do Lumia 1020.

A tela teria 5,5 polegadas LCD Full-HD, e estaria entre as maiores da Nokia na época do seu lançamento. O armazenamento interno era de 32 GB expansível via microSD e ele rodava um Snapdragon 800 2.3 Ghz com 2 GB de RAM.

O projeto foi cancelado em julho de 2014, alguns meses antes do lançamento marcado para o fim daquele ano. Sem o Nokia McLaren, a linha Lumia ficou um tempão sem receber um novo smartphone flagship, o que só aconteceu no fim de 2015 com o lançamento do Microsoft Lumia 950.

Controle por gestos

nokia-mclaren-2

O 3D Touch que o McLaren usaria era exatamente como falamos no passado. Para lembrar:

O destaque fica para o que chamam internamente de 3D Touch ou Real Motion. São controles por gestos que, segundo o The Verge, incluem:

ativar a tela automaticamente quando você tira o smartphone do bolso;
atender ligações automaticamente levando o celular até a orelha;
virar o celular para baixo na mesa e ativar o alto-falante;
desligar uma chamada colocando o celular no bolso;
ficar em modo silencioso quando o usuário colocar a mão por cima da tela;
descartar notificações acenando a mão por cima da tela.

No Windows Central, o trio de jornalistas explica os recursos com um pouco mais de detalhes. Para começar, o 3D Touch funciona com o uso de diversos sensores na tela e no corpo do aparelho.

Conforme um dedo se aproxima da tela e fica um tempinho posicionado em cima de um app específico, os blocos dinâmicos da interface do Windows Phone 8.1 (que é a versão usada no aparelho testado) “crescem” e vão para o centro da tela, exibindo novos pequenos blocos com atalhos para funcionalidades do app, um recurso chamado MixView – os desenvolvedores teriam liberdade de escolher o que mostrar de informação extra a partir dele.

No caso do Internet Explorer, o MixView exibia ícones para acessar favoritos, abrir uma nova aba, ou voltar a abas que já estavam abertas no navegador.

O vídeo abaixo tem mais de 13 minutos e está em inglês, mas dá uma boa ideia de como funcionaria o Nokia McLaren:

Ficou na promessa

Por que ele não foi lançado? O Windows Central não conseguiu uma resposta definitiva, mas, ao conversar com pessoas familiarizadas com o projeto, eles descobriram que usuários não entendiam direito o conceito do 3D Touch – e isso vale tanto para beta testers quanto para desenvolvedores.

Além disso, ele chegaria às lojas já relativamente defasado: o Snapdragon 800 é um processador de 2013 que equiparia um smartphone flagship de 2014, a câmera não era tão impressionante quanto a do Lumia 1020, o próprio 3D Touch tinha alguns problemas que precisavam ser consertados. No fim das contas, a Microsoft preferiu abandonar o projeto.

Mas não significa que as ideias foram completamente abandonada, já que a empresa ainda trabalha em uma tecnologia estilo 3D Touch de interação com a tela sem a necessidade de toque. Quem sabe ela apareça no tal Surface Phone, ou qualquer que seja o próximo passo da Microsoft no mundo dos smartphones.

[Windows Central]

Fotos por Windows Central