O Nubank revelou nesta quinta-feira (1º) ter levantado US$ 150 milhões em sua última rodada de investimentos. Isso torna a fintech o terceiro unicórnio brasileiro — termo utilizado para se referir a startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

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Os fundos foram levantados pela Founders Fund, Redpoint Ventures, Ribbit Capital, QED e DST Global – cujo investimento foi o maior da rodada.  Desde a fundação, em 2013, o Nubank levantou US$ 330 milhões nas seis rodadas de investimentos que organizou.

Seu fundador, o colombiano David Vélez, no entanto, afirma ao Estado de S. Paulo que o banco digital passou a fazer parte do seleto clube de unicórnios antes deste último levantamento de recursos. Ele assegura também que, mesmo depois de tantos investimentos, a empresa permanece controlada pelos sete sócios originais.

A publicação não soube dizer exatamente quando o Nubank ganhou o título, mas Vélez afirma que “é bom mostrar para os brasileiros que é possível empreender no país, mesmo em setores regulados”.

Futuro

Ano passado, o Nubank passou a oferecer um plano de benefícios, o Rewards, além da NuConta, uma limitada conta corrente que permite investir valores e pagar boletos. A serviço de conta corrente, porém, continua em fase de testes e está disponível apenas para usuários selecionados.

Agora, com os novos recursos adquiridos, a empresa pretende, a princípio, usá-los para expandir os atuais 3 milhões de cartões de créditos emitidos no país. No entanto, Vélez quer usá-los também para oferecer novos produtos e acelerar a transformação do serviço em um banco digital completo, com empréstimos e mais opções de investimentos – a empresa, inclusive, recebeu recentemente autorização do Banco Central para operar como financeira.

Como Vélez explicou ao Startupi, a empresa já gera caixa operacional (quando a empresa gera lucro operacional, mas não líquido) desde 2017, “então o objetivo da captação não foi operacional, e sim garantir alavancagem financeira para suportar o acelerado crescimento que temos visto desde o nosso lançamento”, disse.

Manada

O primeiro unicórnio brasileiro foi a 99, em janeiro deste ano, depois de ser adquirida por R$ 960 milhões pela empresa chinesa de transportes Didi Chuxing. O segundo, também em janeiro, foi a PagSeguro, depois de abrir seu capital em Nova York.

Diferente do PagSeguro, o banco digital não parece ter planos para abrir o capital tão cedo, afirmando que isso nem chega a ser pauta nas reuniões do conselho. “É ótimo ser uma empresa privada”, diz o fundador.

[Estado de S. PauloStartupi]