O Spotify não quer policiar o conteúdo em sua plataforma, e a empresa enfim admitiu isso em um comunicado de imprensa na sexta-feira (1). O serviço de música suíço atualizou suas regras de “conduta de ódio” ao efetivamente retirar completamente a ideia.

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A política, que foi anunciada em maio, resultou na remoção dos artistas R. Kelly, Tay-K e XXXTentacion das playlists da companhia, imediatamente levando a uma reação pesada da indústria da música. O Spotify reconheceu que não teve o cuidado apropriado ao promulgar a política, dizendo:

[Embora] acreditemos que nossas intenções foram boas, a linguagem foi muito vaga, criamos confusão e preocupação e não passamos tempo suficiente recebendo um retorno de nossa própria equipe e de parceiros-chave antes de compartilhar as novas diretrizes.

Esse comunicado em si é um pouco confuso. Dentro da empresa, a Billboard informou que alguns executivos já haviam questionado a decisão explicitamente por causa do tipo de repercussão que poderia surgir. Portanto, o Spotify podia muito bem saber que esta política poderia ter repercutido da maneira que repercutiu. Troy Carter, diretor global de serviços criativos da empresa, teve sua saída especulada por causa desta decisão, mas a última informação que temos é de que ele permanece na companhia.

O CEO do Spotify, Daniel Ek, até mesmo admitiu que a política foi “lançada errada”. Talvez na próxima vez o Spotify, uma empresa avaliada em mais de US$ 25 bilhões, vá escutar um pouco mais atentamente vozes internas e externas ao tomar uma decisão tão impactante na indústria.

[Spotify]

Imagem do topo: Getty