Drones estão por aí fazendo belas filmagens, fotos, salvando vidas, apostando corridas, entregando encomendas e até mesmo protegendo pessoas da chuva. O problema é que muitos modelos ainda possuem baixa autonomia, curtas distâncias de controle, além de um inimigo natural: o vento.

Justamente por serem aeronaves leves, é difícil controlá-los em condições climáticas adversas. Uma startup chamada Colugo desenvolveu um tipo diferente de hélices, que inclui um tipo especial de asa, que permite que drones possam enfrentar o vento e pairar com facilidade.

Todo o projeto da Colugo foi inspirado em um mamífero que possui o mesmo nome. Esses animais possuem uma membrana de pele que se estende entre seus membros (fica parecendo que eles usam uma capa de super-herói, inclusive!), que lhes permite saltar planando entre árvores.

Imagem lateral do drone Colugo. Crédito: Reprodução

Com esse sistema, o drone é capaz de fazer entregas com mais precisão e segurança, monitorar e mapear grandes regiões ou auxiliar operações de agricultura, por exemplo. O modelo mais parrudo da companhia consegue carregar pacotes de até três quilos por longas distâncias.

Segundo a startup, seus modelos possuem alcance cinco vezes maior do que a média de outros drones, chegando a 150 quilômetros de distância – com autonomia de até 2 horas e meia. Além disso, seus drones aguentam ventos de até 55 km/h durante a decolagem e pouso, cinco vezes mais do que outros modelos.

Essas qualidades garantiam à startup o segundo lugar na CTTSC3, desafio de startups para o desenvolvimento de tecnologias de combate ao terrorismo,  promovido pelo governo dos EUA e de Israel.

*O jornalista viajou para Tel-Aviv a convite da Embaixada de Israel no Brasil