A IDC divulgou o número de celulares, tablets e PCs vendidos no Brasil durante o ano passado. Enquanto os dispositivos móveis se tornam ainda mais populares, o PC sofre uma morte lenta.

Em 2013, foram comercializados 35,6 milhões de smartphones no Brasil, alta de 123% em relação ao ano anterior. O principal motivo é a redução de preço, graças à Lei do Bem – que isenta de PIS/Cofins os aparelhos abaixo de RS 1.500 – e à maior concorrência.

Este foi o primeiro ano em que os smartphones superaram, no Brasil, os celulares simples – dumbphones venderam 32,2 milhões de unidades.

Os tablets também passaram por um crescimento enorme: 8,4 milhões de unidades, alta de 157% em um ano. Segundo a IDC Brasil, isso aconteceu não só devido a preços mais baixos: ajudam também os projetos do governo que levam tablets à sala de aula, por exemplo.

E os PCs? Bem, estes continuam em queda livre. Foram 13,9 milhões de computadores vendidos no ano, queda de 10% em relação a 2012 – quando o mercado brasileiro já havia sofrido outra queda nas vendas. Nem mesmo as promoções de Natal e Black Friday conseguiram reverter isso.

A situação é ainda pior: no quarto trimestre, os tablets superaram os notebooks “em mais de 800 mil unidades”, como diz o analista Pedro Hagge, da IDC, em comunicado à imprensa.

Os motivos, claro, envolvem a popularização dos PCs – muitos já têm e não querem um novo – e a popularização dos smartphones e tablets. Claro, ninguém está dizendo que um tablet substitui de forma perfeita um desktop ou laptop, mas “consumidores estão buscando opções mais econômicas”, diz Hagge.

As empresas de PC vêm fazendo de tudo para sobreviverem ao declínio do mercado. As cinco maiores do ramo – Lenovo, HP, Dell, Acer e Asus – já lançaram diversos tablets e smartphones com Android, enquanto a Intel está se diversificando para focar mais em tablets. Até mesmo no Brasil, empresas como a Positivo estão apostando em dispositivos móveis. Os PCs ainda são populares, mas a queda nas vendas – associada a margens de lucro baixas – requer uma estratégia pós-PC. [IDC 1, 2, 3]

Foto por Shehan Peruma/Flickr