Apesar da superioridade militar da Rússia, as forças ucranianas têm resistido à invasão de seu país, inclusive colecionando algumas vitórias nestes quase 40 dias de confrontos. Segundo o jornal londrino Telegraph, a Ucrânia teria capturado um bloqueador de sinal russo chamado Krasukha-4.

O equipamento foi levado pelo exército russo até a cidade ucraniana de Makariv, cerca de 50 km da capital Kiev. Visualmente, o sistema parece apenas um container marítimo, porém, ele é capaz de bloquear sinais radioelétricos, sistemas GPS ou incapacitar sensores de alerta de aviões guiados por radar em um raio de até 300 km.

De acordo com o noticiário, o Krasukha-4 teria sido encontrado em meados de março. O achado já é considerado como um grande prêmio de guerra, pois permite analisar de perto o funcionamento de sistemas militares russos avançados.

O sistema existe há cerca de uma década e já teria sido utilizado durante a invasão da Crimeia, em 2014, também pela Rússia. Na época, os ucranianos perceberam que telefones e outros aparelhos de rádio ficaram inutilizáveis por horas. A mídia russa disse ainda que destroieres americanos na área também tiveram seus sistemas antiaéreos e radares desativados.

Na recente invasão, o Krasukha-4 poderia ter sido usado inicialmente para impedir que drones ucranianos atingissem com fogo de artilharia um comboio russo que se aproximava de Kiev.

O bloqueador de sinal e o futuro da guerra eletrônica

Muito além do bloqueador de sinal, a Rússia também tem perdido ou abandonado vários equipamentos em território ucraniano, como tanques, munições e até mesmo drones. Isso pode ser visto como uma vantagem militar, permitindo desvendar segredos de hardwares e softwares russos.

Provavelmente, o Krasukha-4 será transportado para a base da Força Aérea dos Estados Unidos, na cidade de Ramstein, na Alemanha. Posteriormente, ele será levado para os EUA onde vai passar por uma análise mais minuciosa.

Isso significa que se a Rússia pretende utilizar o sistema em futuras guerras eletrônicas, terá que partir do pressuposto que algumas de suas inovações já são conhecidas pelos Estados Unidos e outros países aliados.