Segundo o relatório Threat Intelligence Report, realizado em setembro deste ano pela NETSCOUT, o número de ciberataques no Brasil aumentou 16,17% no primeiro semestre de 2021 — quando comparado ao mesmo período de 2020.

O relatório da NETSCOUT, empresa global de soluções para segurança, mostra que foram cerca de 5,4 milhões de ataques. O número representa um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior, com ritmo suficiente para superar o recorde de 2020.

“Ataques e invasões relacionados à segurança cibernética seguem crescendo, colocando cada vez mais as empresas na defensiva e na busca de soluções e processos que as protejam efetivamente antes da ocorrência de um evento. Visibilidade total das redes e do tráfego IP tornaram-se fundamental nesta guerra diária”, disse Geraldo Guazzelli, diretor da NETSCOUT Brasil, empresa global de soluções para segurança.

As projeções de dados da empresa mostram que 2021 deve superar o recorde de 11 milhões de ataques DDoS (ataque de negação de serviço) globais. A perspectiva é que essa situação perdure ainda por um longo tempo, alimentando uma crescente crise de segurança cibernética, que continuará a prejudicar organizações públicas e privadas.

“O Brasil está no epicentro do furacão”, segundo Guazzelli. “O país cresceu muito do ponto de vista tecnológico nas últimas duas décadas, principalmente na última década. É um país grande, é um país que tem muita visibilidade globalmente e passou a promover um grau bastante razoável de acesso à internet. Então, é natural que seja não só alvo, mas também gerador de ataques”.

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O impacto de DDoS e outros ataques de segurança cibernética foram sentidos em todo o mundo — como os da Colonial Pipeline, JBS, Harris Federation, emissora australiana Channel Nine e CNA Financial. Como resultado, os governos introduzem novos programas e políticas de defesa, enquanto as organizações policiais iniciam esforços colaborativos inéditos para enfrentar a crise.

“Os cibercriminosos estão lançando um número sem precedentes de ataques, beneficiando-se da massiva mudança para home office durante a pandemia, minando componentes vitais da cadeia de fornecimento de conectividade”, afirmou Richard Hummel, líder de inteligência de ameaças da NETSCOUT.