Kurz Gesagt é um dos melhores “explicadores” da internet. Desta vez, ele pegou pesado em um novo video para falar o quanto o Facebook é do mal: a tese dele é de que a rede está fazendo vistas grossas para usuários que roubam vídeos famosos de outras plataformas.

Na verdade, o Facebook prefere que as pessoas subam esses arquivos direto em sua própria plataforma que a links que levem usuários para o YouTube ou outra plataforma. No fim das contas, isso complica a vida de produtores de conteúdo que ganham dinheiro com essas produções na plataforma do Google.

É interessante ver esse discurso envolvendo a viralidade da internet, pirataria, proteção de direitos autorais e o vício que as pessoas têm no Facebook em pleno 2015.

Kurz Gesagt diz em seu vídeo:

O Facebook anunciou a marca de 8 bilhões de visualizações de video por dia. Esse número é composto por mentiras, fraudes e o pior: roubo. Todas as pessoas sabem disso, mas o gigante da mídia Facebook está fingindo que tudo está certo, enquanto criadores independentes estão sendo muito prejudicados com essas ações.

Essa crítica não é necessariamente nova. Tem até nome: freebooting — vídeos reenviados para o Facebook sem qualquer link ou atribuição para quem o criou. Nessa história de colocar vídeos no Facebook para aumentar a relevância de uma página, muitos criadores ficam a ver navios, pois no YouTube, pelo menos, há um programa de afiliação e divisão de verbas de propaganda com os produtores. No Facebook, a questão ainda é pontual com alguns parceiros, segundo reporta o Recode.

A rede social está se empenhando bastante em ser a próxima grande plataforma de vídeo. Já considera novas formas de propaganda em vídeo, já conta com planos de disponibilizar vídeos filmados em 360 graus em seu feed de notícias e tem até uma ferramenta para combater vídeos piratas. Sem contar a possibilidade de embedar vídeos postados no Facebook em sites de terceiros. Enfim, quase tudo que o YouTube já faz.

Em um post publicado no Medium em agosto, Matt Pakes, gerente de produtos do Facebook e responsável pela ferramenta de vídeos, se defende das acusações (que como já dissemos, não são novas) dizendo, por exemplo, que a rede tem ferramentas de notificação de infração de direitos autorais. Além disso, informa que não há um padrão no mercado e que usa 3 segundos para contar um view, pois mostra que uma pessoa se interessou minimamente pelo conteúdo publicado em seu feed.

Resumindo, a plataforma do Google que não fique esperta, pois a briga está ficando apertada.

Atualizado às 16:25