Os patinetes elétricos e as bicicletas estão se tornando figuras cada vez mais comuns nos centros das principais cidades do Brasil. Duas das principais empresas desse ramo, a mexicana Grin e a brasileira Yellow anunciaram hoje a fusão e a criação de uma nova empresa, a Grow — “Gr” de uma, “ow” da outra, sacou?

De acordo com o comunicado à imprensa da Yellow, a nova companhia nasce com 350 mil patinetes elétricos e bicicletas, 1,1 mil funcionários e presença em sete países. Os aplicativos, porém, devem continuar operando separadamente. A parceria da Grin com a Rappi também segue – dá para alugar os patinetes pelo app de entregas.

Do lado da Grin, os principais nomes terão posições importantes na nova empresa. Sergio Romo, cofundador e atual presidente executivo da Grin, comandará a Grow, enquanto Jonathan Lewy, também cofundador da Grin, será o presidente do conselho.

Ariel Lambrecht, fundador da Yellow, será o vice-presidente de produto da nova empresa, e dividirá o comando da operação brasileira com Marcelo Loureiro. Loureiro fundou no ano passado a empresa de patinetes elétricos Ride, comprada pela Grin no final de 2018.

Eduardo Musa, ex-presidente da Caloi e cofundador da Grow, deixa a empresa. Marcelo Freitas, que completa o trio responsável pela criação da empresa, não foi mencionado pelo comunicado de imprensa.

O Estadão traz mais detalhes sobre como será o controle da Grow:

Segundo apurou o Estado, a Grin terá maior controle acionário da nova companhia, com direito a duas cadeiras no conselho. Também farão parte do conselho representantes dos fundos GGW, Flash e Monashees, que tinham participações nas startups – o Monashees, aliás, tinha fatias das duas empresas em seu portfólio.

Em questão de meses, o setor de patinetes elétricos compartilhados floresceu. Em agosto de 2018, noticiávamos os primeiros testes de Ride, Scoo e Yellow. A Ride acabou comprada pela Grin, que agora se fundiu com a Yellow. A Scoo, aparentemente a única concorrente da nova empresa aqui no Brasil, tem atuação mais limitada à região da Avenida Paulista.

Enquanto isso, gigantes do setor de transportes estão de olho no setor — a Uber, por exemplo, tem interesse em comprar Lime ou Bird, que já possuem atuação muito forte nos EUA.

[Yellow via Estadão]