Quando a Intel anunciou uma nova linha de processadores de 9ª geração há algumas semanas, já era esperado que essas CPUs aparecessem em atualizações de laptops de marcas como Asus ou Razer. No entanto, como a Apple às vezes pula gerações, não dava para saber ao certo se ela iria incluir esses novos chips em seus MacBooks.

Acontece que a empresa anunciou nesta terça-feira (21) que as CPUs de 8ª e 9ª geração da Intel estarão disponíveis nos MacBooks de 13 e 15 polegadas. Os usuários podem esperar por uma performance fantástica – especialmente no novo MacBook Pro de 15 polegadas com processador de 8 núcleos que, segundo a Apple, é o notebook Mac mais rápido já disponível.

Infelizmente, uma vez que a Apple parece ter aversão em especificar claramente qual chip é utilizado em seus notebooks, pode ser difícil ter certeza que você está comprando o componente de última geração.

Mas aqui está o que você precisa saber: para o MacBook Pro 13, as versões mais atualizadas custam a partir de R$ 16.199 por uma CPU Intel quad-core com clock base de 2,4 GHz. Já ambas as versões do MacBook Pro 15 foram renovadas, com o novo modelo de six-core começando em R$ 21.299 e o topo de linha octa-core saindo por R$ 24.599.

O modelo mais caro, com 32 GB de RAM, 4 TB de SSD e GPU Radeon Pro Vega 20 sai por R$ 54.599.

Com clock base de 2,3 GHZ e Turbo Boost de 4,8 GHz disponível no MacBook Pro 15 de oito núcleos, a Apple parece utilizar o novo Intel i9-9880H. Infelizmente, a companhia não optou pelo chip i9-9980HK que é ligeiramente mais rápido e capaz de overclock.

MacBook Pro exibindo tela com jogo FortniteSe a única razão para você comprar um notebook novo é jogar Fortnite como nesta foto que a Apple usou no material para imprensa, você não precisa de uma CPU de oito núcleos. Foto: Apple

Ainda assim, a Apple diz que o seu MacBook Pro com processador octa-core deve entregar o dobro da performance quando comparado com modelos quad-core antigos. Ou 40% mais rápido do que os modelos six-core anteriores. Dito isso, como todas as fabricantes de laptops que tentam incluir potência demais, esses processadores ávidos por energia que são colocados em modelos finíssimos podem esquentar bastante – então os usuários devem saber que existe possibilidade de redução de desempenho total para que as coisas não saiam queimando.

Foi exatamente isso o que aconteceu com a última leva de MacBook Pro com Core-i9. Embora a Apple tenha conseguido aliviar alguns desses problemas por meio de uma atualização de software, não há muito que se possa fazer antes que os componentes do MacBook Pro fiquem sem margem térmica.

O MacBook Air e o MacBook de 12 polegadas continuam na mesma por enquanto. O que é uma pena, principalmente para o MacBook 12 que já está sem atualizações de hardware significativa há dois anos.