A Fitbit precisava impressionar nesta leva de lançamentos. Não só a Samsung aumentou a aposta em vestíveis com o seu excelente Galaxy Watch 3, mas a Apple também tem alguns recursos interessantes para o Apple Watch com o watchOS 7. E quanto se trata de rastreadores de atividade física de baixo custo, Xiaomi e Amazfit têm invadido o terreno da Fitbit com seus relógios e pulseiras de atividade física.

Depois de alguns lançamentos de produtos sem brilho no ano passado e uma aquisição pendente pelo Google, a Fitbit precisava de uma sacudida se quisesse permanecer relevante no ramo de vestíveis.

Se eu estava um pouco cética por causa dos vazamentos? Com certeza. A Fitbit de alguma forma conseguiu superar totalmente as expectativas com o Fitbit Sense, Versa 3 e Inspire 2? Surpreendentemente, sim! Aqui está tudo o que você precisa saber sobre os três wearables anunciados nesta terça-feira (25) e um pouco do que a Fitibit planeja para o futuro.

O Fitbit Sense é realmente muito bom

Fitbit Sense

O grande smartwatch do dia é o Fitbit Sense, o modelo topo de linha da empresa. O relógio tem um sistema para rastrear estresse por meio de um novo sensor de atividade eletrodérmica, um sensor de temperatura da pele e a capacidade de fazer eletrocardiogramas por meio do anel de aço inoxidável ao redor do visor —  a autorização da FDA (entidade de saúde dos EUA análoga à Anvisa) para este ainda está pendente para o ECG, mas o rastreamento do estresse é intrigante, pois é um recurso que outras empresas ainda não fizeram bem feito.

Os sensores adicionais, além do fato de a Fitibit estar introduzindo o novo algoritmo de monitoramento de frequência cardíaca Pure Pulse 2.0, indicam que a companhia está expandindo seus recursos avançados de saúde. Em uma coletiva de imprensa, a empresa observou que, embora rastreie a variabilidade da frequência cardíaca por um tempo, a métrica terá um papel mais central nos recursos atualizados de rastreamento de condicionamento físico. O Pure Pulse 2.0 também permitirá que o Sense entregue notificações quando sua frequência cardíaca estiver anormalmente baixa ou alta.

O Sense também tem itens básicos como GPS integrados, pagamentos NFC e uma tela sempre ativa. Ele também adiciona o Google Assistente no lugar da Alexa (provavelmente graças à fusão pendente), a capacidade dos usuários do Android de receber chamadas no relógio rastreamento de zona de minutos ativa introduzida com o Charge 4. Isso é bastante coisa! E será vendido por US$ 330 nos EUA (dispositivos Fitbit não são vendidos oficialmente no Brasil), que é mais barato que o Galaxy Watch 3 e a versão Bluetooth do Apple Watch. A pré-venda do Sense começa nesta quarta-feira (26) nos EUA.

Ele também virá com seis meses de serviço de assinatura Premium da Fitbit gratuitamente (se você for um novo usuário Premium). Basicamente, é uma plataforma paga para que usuários recebam orientações para fazer exercício.

Teremos que testar para ver se isso é tudo que sempre quisemos em um smartwatch Fitbit.

O Versa 3 é o que o Versa 2 deveria ser

Fitbit Versa 3

O Versa 2 lançado do ano passado era uma atualização sólida do smartwatch mais popular da Fitbit, mas faltavam algumas coisas como: GPS embutido, a tela sempre ligada era ruim e, embora adicionar a Alexa fosse legal, era um gadget limitado. O Versa 3, no entanto, é uma atualização muito mais significativa.

GPS integrado com novos mapas de calor e velocidade? Confere. Google Assistente e Alexa? Confere. A habilidade de atender chamadas via Bluetooth em smartphones Android? Confere. Seis dias de bateria com habilidade de recarregamento rápido de 12 minutos para carga de um dia todo? Opa! O Versa 3 também tem as zonas de minuto ativas e, como o Sense, contará com a tecnologia Pure Pulse 2.0, da Fitbit.

Em termos de design, o que posso dizer? É um smartwatch Versa. Dito isto, ele elimina os botões inteiramente para os botões de indução da Fitbit. Além disso, em uma conversa com jornalistas, a Fitibit observou que havia refeito completamente a experiência de usuário para seus dispositivos para serem mais intuitivos, finalmente adicionando widgets a seus smartwatches.

O Versa 3 é, no entanto, um pouco mais caro do que o Versa 2 — custará US$ 30 a mais, com preço sugerido de US$ 230. Confesso que estou um pouco cansada da linha Versa em geral, o Versa 3 traz algumas atualizações reais ao invés de tentar fazer com que a gente engolisse um Versa apenas por uma questão de ser um novo Versa.

O Versa 3 chega ao varejo no fim de setembro, mas a pré-venda começa nesta quarta-feira (26) nos EUA.

O Inspire 2 agora tem uma bateria maior

Pulseira Fitbit Inspire 2

Olha, nem tudo que a Fitbit anunciou é super bacana. Dito isso, é bom que a Fitibit não tenha esquecido as opções baratas de pulseiras para atividades físicas, que foi como a empresa começou. Algumas pessoas querem apenas o básico, sem frescura — isso é basicamente definição da pulseira Inspire 2 em poucas palavras.

O principal aqui é que a Fitbit aumentou a duração da bateria em até 10 dias inteiros com monitoramento contínuo de frequência cardíaca. Embora as pulseiras da marca sempre tenham tido uma duração de bateria muito boa, este é um novo recorde para eles. E porque eles realmente querem que as pessoas se inscrevam no seu sistema de assinatura Premium, pois ao comprar uma pulseira Inspire 2 de US$ 100 também dá aos novos usuários um ano inteiro de Premium grátis.

Novamente, não é a atualização mais empolgante do grupo, mas para usuários que querem apenas o básico parece ser a atualização certa. Não custa lembrar: são 10 dias de bateria.

A pré-venda da pulseira começa nesta quarta-feira e ela chega ao varejo até o fim de setembro.

Detecção avançada de doenças

Tela do app da Fitbit com sistema para tentar detectar COVID-19. Crédito: Victoria Song/GizmodoCrédito: Victoria Song/Gizmodo

Não é nenhum segredo que a Fitbit está participando de estudos para ver se seus vestíveis podem ajudar os pesquisadores a detectar precocemente o COVID-19 e outras doenças infecciosas. Durante sua coletiva de imprensa, a empresa deu uma rápida atualização sobre como estava indo, e seus resultados preliminares são intrigantes.

Para começar, 100 mil usuários de vestíveis da Fitbit oferecerem seus dados, com 900 confirmados como positivos para COVID-19. A partir desses dados, a empresa diz que vê uma correlação entre a frequência cardíaca e a frequência respiratória, observando que foi capaz de detectar quase 50% dos casos de COVID-19 um dia antes dos sintomas aparecerem com 70% de especificidade (especificidade é um termo que significa identificar corretamente a porcentagem de pessoas saudáveis que, neste caso, não têm COVID-19).

Estes números podem não parecer grandes em comparação com, digamos, aquele estudo com o anel Oura Ring alegando 90% de precisão com um pequeno tamanho de amostra de 600 trabalhadores de saúde na linha de frente. No entanto, é na verdade um resultado mais realista dado o grande tamanho da amostra e a Fitbit disse que enviou ou estudo para revisão por pares, o que é um sinal encorajador.