Este ano, nós vimos o Google introduzir uma nova linguagem de design arrebatadora para reformular sua longa lista de produtos. Vimos designers independentes que criaram seu próprio hardware. E mais do que tudo, vimos experimentação em um dos anos mais agitados e interessantes para o design de interfaces e experiências de usuário.

Relembramos abaixo as principais tendências de design dos últimos doze meses.

>>> 7 conceitos que mostram o futuro do design para interfaces de usuário

Botões em todo lugar

As ideias mais importantes em interfaces de usuario (1)

Este ano, as interações começaram a migrar para fora da tela, depois de passarem tanto tempo presas dentro das bordas do seu celular. Tivemos o Fuffr, uma capa para iPhone que transforma o espaço ao redor do smartphone em uma “tela” utilizável. Assim como um pequeno Leap Motion, ele interpreta seus movimentos com um sensor que se comunica via Bluetooth LE. Confira os detalhes aqui.

As ideias mais importantes em interfaces de usuario (2)

A mesma ideia baseou um projeto do Future Interfaces Group, da Universidade Carnegie Mellon. Os Skin Buttons foram feitos em resposta ao enigma do smartwatch: como controlar uma interface complexa e pequena com os dedos? Neste caso, a interface projeta pontos de luz sobre a pele do pulso quando necessário, atuando como uma interface secundária quando uma tela minúscula não é o bastante. Saiba mais aqui.

Faça sua própria interface

As ideias mais importantes em interfaces de usuario (3)

Este ano, vimos designers independentes criando hardware que é facilmente reconfigurável. Florian Born, por exemplo, projetou um sistema para o iPad que inclui controles físicos, incluindo botões e sliders, que podem se encaixar em diferentes conjuntos. Dependendo do que Born precisar no momento, ele pode reorganizar o conjunto. Saiba mais aqui.

Vimos algo semelhante no controlador MIDI customizado acima, que é serigrafado em tinta condutora em um pedaço de algodão liso. Por sua vez, o Ototo é um pequeno sintetizador que permite transformar praticamente qualquer objeto em um instrumento musical.

Física do mundo real para as telas

Este ano, cada vez mais desenvolvedores abandonaram o esqueumorfismo, a tendência de representar interfaces virtuais com base em objetos reais.

E em junho, o Google apresentou o seu novo padrão de design, o Material Design, que está guiando o visual de todas as suas inúmeras plataformas, apps e serviços. Isso inclui a forma de mostrar aos usuários o que é possível dentro de uma determinada interface.

Ao invés de sombras ou coisas do tipo, o Material Design emprega uma “coreografia consistente”: animações, camadas e interações físicas realistas entre objetos. “Os fundamentos da luz, superfície e movimento são a chave para transmitir como os objetos interagem”, diz o Google em seu manifesto de design.

Tocar em tudo (ou em nada)

Tangible Media Group

O Tangible Media Group, do MIT, apresentou um novo protótipo da Transform, sua mesa interativa e tangível. O sistema lê os seus gestos e reage a eles com respostas físicas, não ópticas. A ideia é criar uma versão rudimentar da interatividade tangível que um dia poderia existir nos objetos em nosso redor – mesas, paredes, até apartamentos inteiros. Confira mais detalhes neste link.

Na mesma veia, tivemos o HaptoMime: um protótipo de tela criado pela Universidade de Tóquio que utiliza ultrassom para criar uma “tela” palpável no ar. Ao invés de cutucar um pedaço de vidro, o usuário pode “empurrar” botões e puxar objetos simplesmente sentindo-os no ar, enquanto o dispositivo lê os seus gestos. Clique aqui para saber mais.

1.000 maneiras de usar um smartphone

Este ano, vimos desenvolvedores que usam smartphones como meras peças de ecossistemas mais amplos, em vez de um dispositivo fechado em si próprio.

Por exemplo, temos o THAW, um software do MIT Media Lab que transforma seu smartphone em um controlador para uma tela maior. A ideia não transformar o celular em um mero mouse, e sim explorar a forma como a tela do smartphone pode interagir com uma tela maior à medida que ela se move.

Interfaces para carros inteligentes

Este ano, grandes empresas de tecnologia decidiram invadir os carros, o que requer uma interface diferente. A Apple apresentou o CarPlay, que permite rodar uma versão simplificada do iOS no painel de carros compatíveis. Não é possível ler textos, e boa parte das interações é feita através da Siri.

O Android Auto também fica de olho na segurança: o sistema do Google impede que você digite texto enquanto o carro está em movimento, e possui interfaces padronizadas para você interagir com apps sem se distrair.

Também vimos designers abordando o problema das interações no carro. Matthaeus Krenn, por exemplo, criou uma interface de usuário que não exige que o motorista desvie o olhar da estrada, graças à ausência de botões tradicionais. Em vez disso, você toca seu dedo na tela e executa a interação que quiser, independentemente de onde você tocar.

>>> Retrospectiva Giz 2014: os principais gadgets
>>> Retrospectiva Giz 2014: as maiores descobertas da ciência
>>> Retrospectiva Giz 2014: as explorações mais impressionantes do espaço
>>> Retrospectiva Giz 2014: as melhores fotografias
>>> Retrospectiva Giz 2014: curiosidades