O mercado da Internet das Coisas (IoT) deve movimentar em todo mundo cerca de US$ 650 bilhões até o ano de 2026. Pelo menos, é o que aponta um estudo realizado pela Markets and Markets, que indica um crescimento na área de quase 17% por ano.

Essa tecnologia emergente é composta por aparelhos que se conectam à Internet e compartilham dados entre si. Os dispositivos IoT vão muito além dos computadores ou celulares, mas também inclui qualquer gadget equipado com chips para coletar e comunicar dados em uma determinada rede.

Desde suas aplicações mais básicas de rastreamento de saúde – como em smartwatches – até seu amplo potencial em planejamento urbano em cidades inteligentes, a crescente adoção do IoT significa um futuro ainda mais conectado do que o atual.

Segundo a Escola IGTI, a chegada do 5G em todo mundo, inclusive no Brasil, deverá impulsionar os dispositivos IoT, graças à maior velocidade de conexão e baixa latência. “Num futuro próximo, o que se espera é que trilhões de equipamentos estejam conectados em todo o mundo, enviando e recebendo vários dados ao mesmo tempo”, diz a escola.

Gargalo brasileiro em IoT

Segundo um estudo da Brasscom, a Internet das Coisas é uma das tecnologias emergentes que vai gerar mais de 72 mil novos empregos no Brasil. Apesar do rápido crescimento da tecnologia, o relatório alerta que o país carece de profissionais especializados em IoT, mesmo que a média de remunerações na área de Tecnologia da Informação (TI) seja quase três vezes superior ao salário médio nacional.

A Brasscom sugere que a oferta de formandos em cursos em TI no Brasil precisa ser 3 vezes maior do que a atual para atender a demanda de mão de obra.

Para resolver esse gargalo, universidades, faculdades e escolas técnicas têm ampliado a oferta de formações tecnológicas de curta duração, como a própria IGTI, que está com inscrições abertas para um curso de imersão em várias tecnologias, entre elas, a IoT (link aqui).

A escola técnica ressalta que profissionais e negócios que não se mantêm atualizados com essas novas tecnologias podem perder rapidamente participação de mercado. “Tanto a forma de operar do mercado quanto o perfil do consumidor passaram por mudanças definitivas em função dos novos recursos tecnológicos, o que leva à importância de conhecer esta tendência e quais ferramentas são mais utilizadas atualmente”, diz a IGTI.