A sonda OSIRIS-REx de amostragem de asteroides da NASA, que está atualmente posicionada ao redor do pequeno asteroide 101955 Bennu, transmitiu sua imagem mais próxima da superfície do asteroide já vista.

A NASA já havia divulgado fotos do OSIRIS-REx tiradas com a NavCam 1 em 17 de janeiro de 2019, a uma distância de aproximadamente 1,6 km acima de sua superfície. Agora, segundo o The Verge, a NASA divulgou uma foto tirada em 13 de junho a partir de uma órbita circular de apenas 690 metros acima de Bennu – descrita como a distância mais próxima que uma nave já orbitou um corpo no Sistema Solar.

Eis a coisa toda:

Foto: NASA / Goddard / Universidade do Arizona / Lockheed Martin (https://www.asteroidmission.org/)

Diz o comunicado:

Esta imagem do asteroide Bennu foi capturada em 13 de junho de 2019, logo após a nave espacial OSIRIS-REx da NASA executar sua segunda manobra de inserção orbital. Do ponto de vista da espaçonave em órbita, metade de Bennu está iluminada pelo sol e metade está na sombra. A maior rocha de Bennu também pode ser vista saindo do hemisfério sul. A imagem foi tirada de uma distância de 690 m acima da superfície do asteroide pela NavCam 1, uma das três câmeras de navegação que compõem o conjunto de câmeras TAGCAMS da sonda. A essa distância, detalhes tão pequenos quanto 0,5 m podem ser observados no centro da imagem.

O OSIRIS-REx (Origens, Interpretação Espectral, Identificação de Recursos e Segurança – Regolith Explorer) foi lançado em 2016 e chegou a Bennu em dezembro de 2018. Ele carrega cinco instrumentos de coleta de dados e destina-se a realizar a primeira missão da NASA de retornar com amostras de um asteroide.

O OSIRIS-REx já havia feito história: Bennu tem cerca de 520 metros de diâmetro, tornando-se o menor objeto já orbitado por uma espaçonave. No início deste ano, cientistas da NASA determinaram que a superfície de Bennu está expelindo material e possui mais escarpas do que se pensava anteriormente, o que tornará a tentativa de coleta de amostras mais difícil.

De acordo com cientistas da missão, o OSIRIS-REx continuará em sua órbita atual até meados de agosto, durante o qual usará instrumentos como o Altímetro Laser OSIRIS-REx (OLA) para criar um mapa completo do terreno, a PolyCam para “formar um mosaico de imagem global de alta-resolução”, e o Espectrômetro de Emissão Térmica OSIRIS-REx (OTES) e o Espectrômetro de Imagem de Raios-X REgolith (REXIS) para “produzir mapas globais nas bandas de infravermelho e raios-X”. Isso é necessário para selecionar o melhor local de pouso para minimizar as chances de algo dar errado.

Depois disso, o OSIRIS-REx subirá para uma órbita mais alta de cerca de 1,3 km. A coleta de amostras usando um instrumento chamado Mecanismo de Aquisição de Amostras Touch-and-Go (TAGSAM) está programada para o verão de 2020 (nos EUA), enquanto o retorno à Terra está programado para 2023.

A missão similar do Japão, Hayabusa2, coletou com sucesso amostras do asteroide Ryugu usando uma bala de tântalo em fevereiro de 2019, e depois fez um buraco nele usando um dispositivo explosivo para uma segunda coleta de amostra. No entanto, essa segunda coleta ainda não aconteceu, e tem um cronograma limitado para ocorrer antes de Ryugu se aproximar demais do Sol para a missão ser viável.

[NASA/Goddard/Universidade do Arizona/Lockheed Martin]