Embora as sanções comerciais dos EUA ainda estejam em vigor, a Huawei Technologies terá um prazo adicional de 90 dias para comprar de empresas americanas para que possa encerrar o trabalho com clientes existentes, segundo um relato da Reuters.

O maior fornecedor de equipamentos de telecomunicações do mundo recebeu uma “licença geral temporária” logo após a proibição que expiraria em 19 de agosto. O Departamento de Comércio dos EUA permitirá que essas licenças se estendam até novembro, disseram à Reuters fontes próximas à situação.

Em maio, o governo Trump acrescentou a Huawei e 68 de suas afiliadas à Lista de Entidades do Departamento de Comércio, em meio a preocupações com a segurança nacional de que a empresa poderia estar conspirando com redes de espionagem chinesas. Essa medida restringe as empresas americanas de fazer negócios com a Huawei, exceto com a aprovação do governo (embora alguns tenham descoberto desde então soluções alternativas para continuar a comercializar com a empresa).

Estas sanções, juntamente com outras alegações de furto comercial e fraude nos Estados Unidos, coincidem com uma guerra comercial entre EUA e China, levando a Huawei, que nega estas acusações, a alegar que os EUA estão recorrendo a uma campanha de difamação, já que suas empresas não conseguem competir.

Em julho, o presidente Donald Trump sugeriu a possibilidade de aliviar as restrições, mas ninguém entende mais o que qualquer palavra do presidente significa. O governo posteriormente esclareceu que pretende emitir licenças de comércio para empresas americanas em bases individuais, desde que “não haja ameaça à segurança nacional dos EUA”, embora ainda tenha sido estabelecido o que isso significa exatamente. Por sua vez, a Huawei disse que toda essa conversa não mudou muito a situação.

Uma fonte disse à Reuters que o presidente chinês Xi Jinping e Trump têm uma ligação planejada para este fim de semana para discutir sobre a Huawei, então esse adiamento ainda pode mudar antes do prazo original. A Huawei não respondeu imediatamente ao pedido do Gizmodo para comentar o assunto.

Mesmo com o indulto, a empresa só poderia comprar peças americanas para atender a pedidos feitos antes da proibição. Qualquer fabricação de novos produtos ainda exigiria licenciamento adicional do governo dos EUA.